terça-feira, 30 de junho de 2009

A VOZ E O TALENTO DE ADRIANA CAVALCANTE




CRÉDITO DAS FOTOS: RODOLFO BRAGA


Adriana Cavalcante é uma bela voz dentro da Música Pop Paraense. Saiba mais sobre ela: http://www.myspace.com/adrianacavalcantemusic

Então, me conte um pouco, quando começou o teu interesse em ser cantora?

Quando eu fiquei sem emprego e pintou um tal teste pruma banda de axé, não tive escolha, era mais fácil que trabalhar no shopping

Agora tu achas que encontraste a tua identidade musical?

Sem achismo nenhum, minha identidade musical já existe há um certo tempo, mais ou menos na época que minha identidade, o puro e simples ser, já tomava a consciência real, o fato de se assumir pra si mesmo, abrir a caixa de pandora, desenformatar, despasteurizar, quando me permiti isso, tudo simplesmente passou a ser natural e parte de mim

E agora são os teus próximos passos musicais?

Terminar o meu CD, captar recursos pra fazer as coisas direitinho, pagar os músicos, uma capa decente.


PRÓXIMOS SHOWS
Show de Adriana Cavalcante e Alexandre Sousa. Hoje, às 21h, no Relicário (Benjamin Constant, 1321). Couvert a R$ 5. Informação: (91) 3241-1188 e 8414-7804.


Data: Dia 2 de julho (quinta-feira). Hora: 21 h. Local: Pará Club (Tv.Lomas, 1507).
Entrada franca!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

FRENTE CULTURAL PÓLO NORTE - A AMAZÔNIA UNIDA


Tornar a região Amzônica uma só, pelo menos culturamente, essa é uma das propostas do portal Frente Cultural Pólo Norte - www.frentepolonorte.com). Um dos idealizadores desse projeto, Paulo Zab, revela nessa entrevista várias possibilidades, que poderão acontecer se essa junção amazônica cultural acontecer.

Com esse portal (Frente Cultural Pólo Norte -
www.frentepolonorte.com) quais são as perspectivas de uma integração entre os estados da região Norte?

A perspectiva é de fazer o que ainda não foi possível fisicamente: garantir que uma região de proporções continentais e com um sério problema de transporte, como a amazônica, possa ter um espaço onde se seja possível socializar a produção cultural de cada estado que a compõe.

Quais são os próximos passos após a criação do portal da Frente Cultural Pólo Norte?

Um dos próximos passos é fazer com que o público tome conhecimento de nossas ações, tendo em vista que são eles quem consomem nossos produtos (lêem nossos releases, escutam as músicas, assistem aos vídeos, etc.). Porque todo o inicio é assim: acabamos encontrando algumas resistências e estamos sujeitos a momentos de indefinições. Mas o importante é saber a hora de esperar e o momento deir pra frente. Sabendo que com trabalho podemos alcançar o reconhecimento necessário. E importante também mobilizarmos os grupos culturais para que eles se sintam motivados a produzir. O portal será uma ferramenta inútil se não tiver acompanhando as apresentações teatrais, os shows das bandas e tudo o que pode gerar imagens, sons e palavras. O resultado disso será um ciclo, onde esses grupos, depois dessa etapa de organização, possam ter um feedback das instituições de fomento, que é um dos pontos principais dessa busca pela integração nortista, tendo em vista que, segundo, dados do próprio Ministério da Cultura, recebemos menos de 3% das verbas para projetos de cultura.

Para quem quiser fazer parte de alguma forma do portal, ou colaborando com textos, ou sendo banda, como deve proceder?

O portal está aberto pra receber material. Se você tem uma banda ou é uma pessoa que escreve a respeito da cena de sua cidade pode entrar em contato. No momento estamos dando prioridade para quem é do Norte e já contamos com ótimas contribuições da cena mais promissora dentre seus estados, que é do Pará. Nomes como Nicolau Amador, Thiago Viana e Sidney Filho já se colocaram à disposição para somar. Queremos ver pessoas mais efetivas de Rondônia, Acre, Roraima e Amazonas. Todos poderão entrar em contato pelo comunicacao@frentepolonorte.com

Como está à repercussão, após a criação do portal, em todo o Brasil?

Está fazendo um barulho e tanto. É incrível ver o quanto um importante mecanismo de comunicação como este, que tem como foco as produções culturais da região Norte, ainda não tinha sido executado. São muitos e-mails e comentários elogiando a iniciativa. Infelizmente, tudo o que é novidade tem seus prós e contras. Não estamos carregando bandeira ou fazendo oposição, ameaçando ou tirando a credibilidade de qualquer outro movimento. Estamos aqui para se apresentar como alternativa para amenizar um problema que já vem se estendendo há séculos, que é o nosso distanciamento geográfico interno. Não há dúvidas que a cultura nortista tem muito a apresentar para o cenário nacional e mundial, e pra isso não queremos poupar esforços em usar uma ferramenta como a Internet. O que precisamos é de maturidade suficiente para entendermos, que nós temos que deixar pra trás a idéia de que só é bom o que vem de fora e começar a trabalhar com a idéia de que cada vez mais pessoas estão vindo de fora para ver as coisas boas que têm aqui.

domingo, 28 de junho de 2009

KID VINIL - O HERÓI DO BRASIL


Quem não dançou, deitou e rolou ao som de clássicos como “Comeu”, “Eu sou Boy” e“Tic, tic nervoso" nos anos 80? Essas são apenas algumas das músicas compostas pelo jornalista cultural Kid Vinil. Em meio à sua intensa atividade multimídia, Vinil recebeu a equipe do Academia News para um bate-papo cheio de descontração. A seguir, ele conta um pouco da carreira e fala dos novos projetos. Confira os melhores momentos da entrevista:


Você tem uma longa história na História do Rock Nacional. O que você poderia destacar no que está acontecendo nesse momento: com a decadência dos formatos: CDs, mp3, etc.; além das bandas e dos festivais independentes pelo Brasil e pelo resto do mundo? E também no início dos anos 80, quais foram os principais destaques?


Eu trabalhei por algum tempo na Trama, uma das últimas gravadoras independentes do final dos anos 90. Lancei muita coisa internacional como Pavement e as coisas do selo Matador, Belle & Sebastian, The Hives e antes de sair Franz Ferdinand e Interpol. Trabalhava mais na área internacional, mas tenho acompanhado hoje todo esse movimento com a Trama Virtual e os festivais de rock pelo Brasil e acho isso muito positivo pro rock nacional, pois diferente da década de 80 que a gente tinha apoio de toda mídia hoje o rock brasileiro navega somente pelo circuito independente e as coisas são bem mais difíceis. Por essa razão reconheço o trabalho dos independentes pra que o rock brasileiro continue dando bons frutos. Quanto aos destaques, na década de 80 é evidente que bandas como Ultraje,Titãs, Paralamas, Legião, Ira!, Barão,Blitz tiveram seu momento e muitas ainda estão em atividade. Hoje também encontramos muita coisa boa como Matanza, Cachorro grande,Ludov, Los Porongas, Móveis Coloniais de Acaju, Severina Bomba, Los Pirata, Pata de Elefante, Macaco Bong, etc.


Quando começou o seu interesse pela Cultura Pop?


Acho que desde criança quando conheci os Beatles aos 10 anos de idade. Na minha adolescência, já ouvia Hendrix, The Who, Jefferson Airplane, Doors e continuei com Led Zeppelin,T Rex, Bowie. Atravessei os 80, 90, comecei a fazer programas de rádio e TV nessa época, enfim construí uma carreira musical dentro da música pop.


Você também tem uma longa carreira como jornalista musical, sobretudo cultural. A internet, realmente, é o principal meio de pesquisa e de consulta? E quais sites você poderia destacar?


Realmente a Internet mudou a vida de todo mundo e hoje é o meio principal de consulta, sempre vou no Pitchfork.com, no site do NME http://www.nme.com/, no site da Mojo Mojo4music.com, sites de lojas independentes como a Rough Trade pra pegar dicas de lançamentos http://www.roughtrade.com/, enfim uma série de lugares pra consulta. Depois que inventaram o Googel, você coloca lá o que quiser que com certeza vai encontrar.


Fala sobre a sua coluna no portal Yahoo?


No ano passado o Yahoo (para entrar em contato com os colunistas do portal de música do Yahoo: (y_musica@ymail.com) me chamou pra escrever uma coluna no site, achei bem legal a idéia, pois lá eu tenho a liberdade de falar sobre aquilo que quiser relacionado à música. Gosto de escrever sobre coisas clássicas do rock e o resultado tem sido muito bom, a interação com o leitor é imediata.


Quanto tempo de pesquisa tiveste para escrever o livro: "Almanaque do Rock"?


Foi um livro relativamente fácil de escrever, pois o briefing que o editor me passou era de um livro sobre a história do rock. Daí, parti pra pesquisa de dados históricos. Muita coisa já tinha na cabeça, pois quem viveu e presenciou tanta coisa legal no rock durante essas décadas não esquece.Em menos de um ano eu já tinha tudo escrito.


Quais são os teus próximos projetos, como músico, jornalista etc?


Tenho planos de fazer outro almanaque sobre a história do rock brasileiro, mas essa é uma empreitada difícil e requer muita pesquisa. Talvez pro final do ano que vem esse livro fique pronto. Minha banda o Xperience continua se apresentando ao vivo, estamos compondo algumas coisas, mas não temos planos pra um disco, pretendemos a principio disponibilizar as músicas no nosso site e no myspace (http://www.myspace.com/kidvinilxperience).

sexta-feira, 26 de junho de 2009

JOHNY ROCKSTAR - "DIVERSÃO E ROCK'N'ROLL DO JEITO QUE DEVE SER"


CRÉDITO DA FOTO: MOYSES WESLEY

Eliézer Andrade (guitarra e voz) já pode ser considerado como um dos grandes compositores da música pop paraense. Ele fez parte da saudosa Eletrola, que chegou a ter grande destaque no cenário da música independente no Brasil. Já há algum tempo ele montou a banda Johny RockStar, junto com Nata Ken Master (guitarra e voz), Ivan Vanzar (bateria) e Elder Effe (baixo). Saiba mais sobre a banda, nessa entrevista com Eliézer. "Qualquer pessoa que vá num show nosso se derrama de tanto gritar e rir. Isso acontece de forma espontânea porque a gente quer isso também. Só diversão e rock’n roll. Do jeito que deve ser".


Você fez parte de uma das grandes bandas de Belém, Eletrola. Como você pode comparar o período da Eletrola com o do Johny Rockstar?


A Eletrola, foi uma das melhores fazes da minha vida. Eu aprendi muito com a banda. O que fazer e o que não fazer quando se tem uma banda de rock. De lá até aqui muita coisa mudou. Comparar é difícil, são outras pessoas, outro público, outro produtor (Graças a Deus) e outra banda. Sempre pensei numa banda de rock por diversão. Qualquer pessoa que vá num show nosso se derrama de tanto gritar e rir. Isso acontece de forma espontânea porque a gente quer isso também. Só diversão e rock’n roll. Do jeito que deve ser.


Como vocês utilizam a internet para divulgar o trabalho da banda?

A gente não inventa. Segue a cartilha do independente. Manda material pra muita gente e usa o MySpace, Youtube, Fotolog e qualquer outra modinha besta que aparecer e funcionar é claro !

Na sua opinião, o que está faltando para uma profissionalização da cena independente no Pará?


Muita gente fala – Falta espaço para as bandas. Espaço é relativo e às vezes nem faz falta. O que falta é um circuito comercial pra todos os artistas independentes. Não falo só do rock, mas todos os artistas. Infelizmente em Belém, só existe circuito comercial através da distribuição que é feita a partir das grandes gravadoras aqui e que mesmo assim só alcança menos de 25% do mercado em função da pirataria (Como eu adoro o Setor Informal) e da Internet. Caso existisse um circuito comercial para a produção dos artistas independentes daqui o espaço no cenário seria uma conseqüência disso. Mas isso não depende só dos artistas, e sim do poder público e da democratização das leis de incentivo na região. Para as bandas o que falta é rotatividade, sair do eixo norte e achar outro nicho roqueiro. Belém talvez tenha viciado as bandas daqui a ficar no centro do deslocamento geográfico, e na periferia do mercado independente nacional.

Quais são os próximos passos da banda?


Nada de ficar famoso e nem ganhar dinheiro. Queremos colocar as músicas de graça na rede, tocar em Festivais abertos e levar as gravadoras a falência.

Contatos Johny Rockstar:





quinta-feira, 25 de junho de 2009

BANDA ATTACK FANTASMA E O COPYLEFT




A banda Attack Fantasma está lançando a campanha copyleft.
Disponibilizando os dois CDs 'Zero' e ‘Croma' na íntegra separados em pacotes contendo: faixas em mp3 com 256 kbps, encarte completo em alta resolução, videoclipe ao vivo, letras, cifras, fotos e papel de parede. Baixe e divulgue para seus amigos!!!

Siga o link

Pacote




Saiba mais sobre o que é Copyleft:
Copyleft é uma forma de usar a legislação de proteção dos direitos autorais com o objetivo de retirar barreiras à utilização, difusão e modificação de uma obra criativa devido à aplicação clássica das normas de propriedade intelectual, sendo assim diferente do domínio público que não apresenta tais restrições. "Copyleft" é um trocadilho com o termo "copyright" que, traduzido literalmente, significa "direitos de cópia".

Richard Stallman popularizou o termo copyleft ao associá-lo em 1988 à licença GPL. De acordo com Stallman, o termo foi-lhe sugerido pelo artista e programador Don Hopkins, que incluiu a expressão "Copyleft - all rights reversed." numa carta que lhe enviou. A frase é um trocadilho com expressão "Copyright - all rights reserved." usada para afirmar os direitos de autor.
Um projeto (softwares ou outros trabalhos livres) sob a licença Copyleft requer que suas modificações, ou extensões do mesmo, sejam livres, passando adiante a liberdade de copiá-lo e modificá-lo novamente.
Uma das razões mais fortes para os autores e criadores aplicarem copyleft aos seus trabalhos é porque desse modo esperam criar as condições mais favoráveis para que mais pessoas se sintam livres para contribuir com melhoramentos e alterações a essa obra, num processo continuado. (FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Copyleft)

quarta-feira, 24 de junho de 2009

AMPLIFICADOR DE BRINQUEDO MELODIA E DISTORÇÃO NO PONTO CERTO


CRÉDITO DA FOTO: ALAN MATOS


A banda Amplificador de Brinquedo é uma das boas representantes da nova safra do rock paraense. Andrea Déia (bateria/vocais), Jeff Oliver (baixo/vocais), Léo Santanna (guitarra) e Thiago Skawallker (guitarra/voz) foram responsáveis por uma das grandes apresentações da Noite Senhor F, em Belém. Conheça mais sobre eles, nessa entrevista concedida por Thiago Skawallker. Para quem ficou interessado:


www.fotolog.com/amplificadorr,
www.tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=69717



Por que o nome da banda é Amplificador de Brinquedo?

Eu tinha montado uma lista com diversos nomes em um caderno escolar, e ai meu irmão folheando viu as anotações e curtiu esse nome. E engraçado porque eu já tinha me familiarizado com ele também, apresentamos o nome pro restante da banda e está ai.

O que vocês já conquistaram até agora?

Acho que ganhamos bem mais do que achávamos com esse EP (“Tarde Feliz”), críticas de gente importante, destaque em alguns sites, isso só nos faz querer trabalhar ainda mais pra amadurecer um disco cheio.

Como é ter uma baterista? E como está sendo a participação da Andréa nas novas composições e nos shows?

Poxa pra mim em particular, é maravilhoso, pois eu já a conhecia de antigos carnavais de tempos de Eletrola, e posteriormente tocando com ela no Velocípedes. Agora ela conosco muda um pouco, pois é ai que eu sinto, ela mais próxima pelo fato dela tocar na minha banda de origem, é outra história quando se tem o toque feminino, ela deu o gás que precisávamos. Tipo o elemento "X" saca?

Vocês já estão sondando tocar fora de Belém? Quem está fazendo esta parte de produção executiva da banda?

Bom estamos com uma idéia formada, precisamos sim cair estrada a fora, e esperamos que isso venha com naturalidade. Não temos um produtor, mais quando for à hora vamos correr atrás, na maioria das vezes é assim mesmo.

O que você acha da atual cena da música independente no Pará?

Fervescente, interessante e muito diversificada, esse último ponto é um dos mais interessantes a meu ver.

Como vocês utilizam a internet, para divulgar o trabalho da banda? E como é a repercussão?

Acredito que usamos quase todos os recursos: Myspace, fotolog, trama, Orkut, etc (www.myspace.com/amplificadordebrinquedo,
www.tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=69717). A repercussão é boa pra uma banda que começou há tão pouco tempo, e com apenas um EP gravado.

Quais são os próximos passos da banda?

Nosso próximo passo é começar a desenhar o setlist do disco cheio, estamos com muita vontade de gravar. Depois disso distribuir beijos de moça, e mingau de milho pois estamos na época não é?

terça-feira, 23 de junho de 2009

CCAA FEST 2009 INSCRIÇÕES ABERTAS


Texto: Divulgação


INSCRIÇÕES ABERTAS!

O festival de rock independente CCAA FEST chega a sua 4ª edição mais uma vez abrindo espaço para as bandas autorais locais. O evento iniciou-se em 2006, e desde então, vem sendo aclamado por público e crítica. Além do festival ser considerado um grande celeiro de novas bandas, ele vem sendo prestigiado por ser um dos responsáveis pelo fortalecimento da cena independente, fazendo com quem muitas bandas valorizem as suas composições e sintam-se felizes em sair da garagem para mostrar as suas músicas para o público.

O show que reúne as quinze melhores bandas, segue um processo rigoroso de seleção que dura cerca de um mês, entre as audições, em estúdio de som e áudio, e a votação do júri técnico, formado por músicos profissionais e produtores culturais de incontestável idoneidade.

O ecletismo é um ponto marcante deste festival, que vai do gênero ao tempo de existência, passando pela origem das bandas. Das quinze que se apresentaram no festival do ano passado, todas trouxeram influências variadas do rock'n roll, que iam do balanço do pop rock, até os acordes mais altos do heavy metal. Bandas como o Vinil Laranja (que nesse ano fizeram show até nos Estados Unidos) e o Tenebrys, que veio com a proposta pesada e cadênciada do Doom Metal, um estilo bem peculiar diga-se de passagem, foram agraciados com o primeiro e segundo lugar, respectivamente.

O grande sucesso do evento se dá por conta da seriedade com que o CCAA trata a música produzida no Pará. A banda vencedora recebe como prêmio, do CCAA FEST, a gravação em estúdio de um CD e todas as bandas participantes recebem uma bolsa de inglês do CCAA para um de seus integrantes.

As 15 bandas selecionadas participarão de oficinas de Produção Cultural, Roadie, Manutenção de equipamento, entre outras. Tudo isso porque o CCAA e a Escola de música AM&T querem investir na profissionalização da cadeia produtiva da música.

A escola AM&T é a mais nova parceria do festival. Juntando-se aos já parceiros NÁ FIGUEREDO, FOTO KEUFFER e IESAM. Outras ainda estão por vir.

Inscrições pelo site: www.ccaabelem.com.br.

Boa sorte!

Mais informações Gláfira Lôbo: (91)9962-9509 (91)8812-0436

segunda-feira, 22 de junho de 2009

BANDA AEROPLANO - UMA DAS MAIS INTENSAS DO NOVO ROCK PARAENSE



CRÉDITO DA FOTO: ALAN MATOS


A banda paraense Aeroplano realiza, atualmente, um dos shows mais intensos da cena atual. Dessa forma, conseguindo levar cada vez mais uma grande quantidade de fãs para os shows. Um bom exemplo disso, foi o que aconteceu no dia 06 desse mês, durante a edição paraense da Noite Senhor F.
Nessa entrevista, o baixista Bruno Almeida contou algumas novidades sobre o futuro do Aeroplano. Além dele, a banda é formada por Eric Alvarenga (guitarra e voz), Felipe Dantas (bateria) e Diego Fadul (guitarra e voz).

Quais são os planos da banda para esse ano?

Conseguir recursos pra gravar um cd com 10 músicas que já estão prontas e inscrever a banda nos festivais independentes de fora do estado.

Qual é a principal diferença do início da carreira do Aeroplano para esse ano?

A qualidade dos equipamentos cresceu bastante em relação ao que usávamos antes. E acho que musicalmente a banda está mais madura e as composições estão seguindo uma tendência. Uma identidade.

O que vocês poderiam destacar na atual cena da música independente no Pará?

Muita coisa é feita de forma independente no Pará. Não só o nosso clubinho rock n' roll. Mas, paguei o pau pro Vinil Laranja! (banda paraense, que participou do festival gringo South by Southwest, que acontece todo ano em Austin no Texas).

CONTATOS:

contato.aeroplano@gmail.com


domingo, 21 de junho de 2009

O ECLETISMO MUSICAL DO GUITARRISTA LÉO CHERMONT


Léo Chermont é um dos grandes guitarristas da cidade das mangueiras, porque, acima de tudo, o talento dele é marcado pelo ecletismo. É possível encontrá-lo tocando os mais variados ritmos. Um dos projetos atuais dele é a Jungleband. Conheça mais desse grande músico paraense, nessa entrevista.

Como está sendo compor agora para a Jungleband?

Está sendo um trabalho muito natural, eu nunca paro de compor criar bases, viajar em cima do som das timbragens, faço trilhas experimentais e já fiz muita música pra desfile. Então, acaba que algumas dessas coisas, eu crio uma identidade profunda uma carinho a mais e incorporo esses sons. Desses experimentos começou a nascer o Jungleband. O disco esta em fase de produção, e no segundo semestre deve está sendo liberado, e a minha proposta sonora e de vida é justamente o homem e sua relação com o futuro e com a floresta , com o que se pode esperar para futuras gerações! Belém está se tornando uma pequena "Selva", e todos vivendo suas rotinas e seus mistérios sem se dar conta que temos toda o real ensinamento e a inspiração do nosso lado. Aqui a Natureza conspira a nosso favor e a Jungleband vem justamente para mostrar, abrir mentes... "Você não sabe o Valor que tem a vida e o que faria se soubesse"... Uma das letras do álbum, que tem participação de muita gente que eu mantenho uma relação muito verdadeira e admiro muito. Então, já liberei uns sons no myspace justamente pra poder interagir com o publico e está sendo muito bem aceito e comentado, fico feliz porque é a primeira vez que entro em cena com meu próprio trabalho e minhas viagens! Se for bom ou ruim não interessa o que vale é a expansão artística!!


Conte mais detalhes do projeto Casarão?

O casarão é uma casa de cultura independente no centro de Belém. Lá, nós produzimos bandas, temos um estúdio de gravação, tem lugar pra ensaiar e uma produção executiva que corre atrás de projetos para realizar tudo. Estamos na espera de um edital para transformar nossa casa em um ponto de cultura e poder formar e conscientizar muita gente, ajudar e ser ajudado. Hoje em dia, estamos na produção e gravação do disco do Mestre Laurentino, Metaleiras da Amazônia, TDC, Juca Culatra, segundo álbum do MG Calibre e jungleband, além de trampos diversos caminhando. O núcleo é formado por colaborados residentes,que estão guiando o barco, e em vários núcleos e artistas da cena na fotografia Makiko, Chikaoka, Renato Reis, Diogo Vianna na parte do vídeo tem um bom time na produção Lucas Escocio, Marco Antonio, Renato Chalu e Guto Baca, na caminhada de lançar dvds e videoclipes. Fora as parcerias nacionais como Joana Dantas de SP que fez agora o vídeo novo da Floresta Sonora. Artes visuais: Marcel Gumi e Marcio Arede e na parte da produção Sonora a frente fica Léo Chermont, MG Calibre e Carlinhos Vaz e nas produções executivas Juca Culatra e Manuel Cardoso, fora nosso amuleto “Michael Jackson”. Como diz o produtor paraense Pro Efx: “aqui ninguém é primo, todo mundo é irmão. Assim a família cresce e a arte expande. A proposta do Casarão é através da arte propor uma reforma cultural para o bem da cidade!!


Quais são os teus próximos projetos?

Agora é me dedicar à produção dos CDs dos Metaleiras da Amazônia (outra grande banda também), Mestre laurentino, Jungleband e as produções que nós estamos a frente!! Em julho, vou viajar com o time do Juca Culatra até a Bahia, fazendo a divulgação do Casarão pelo Nordeste. Estamos produzindo uma coletânea do Casarão com uma música de cada artista pra proliferar um pouco nossos sons pelo Brasil. Fora isso, me trancar no estúdio e experimentar, criar, compor e aprender bastante. Em novembro também temos a primeira turnê Européia com o Coletivo Radio Cipó!! Então, essas são as correrias para o fim do ano!

Conheça todos os trabalhos musicais de Léo Chermont:

www.myspace.com/junglemanbrazil





sábado, 20 de junho de 2009

NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA

NOTA DE ESCLARECIMENTO DOS PRODUTORES DO FESTIVAL SE RASGUM

Com muita tristeza, a organização do Festival Se Rasgum é obrigada a anunciar o cancelamento das seletivas programadas em parceria com a Funtelpa – Rádio, TV e Portal Cultura. Não foi uma decisão que partiu de nós, mas da falta de organização e de incentivo da rede de comunicação estatal para as bandas novas, de Belém e do interior, que trabalham com músicas próprias e com uma nova linguagem na música paraense.

Funcionários de dentro das emissoras Cultura, que nos incentivaram e trabalharam para que houvesse o programa, também não podem mais fazer nada, pois infelizmente um acordo que já estava feito foi rompido por uma decisão unilateral e centralizadora. Tudo o que podemos fazer agora é pedir desculpas a todas as bandas e pessoas envolvidas, além de garantir que nós faremos essa seletiva, sim, e que as bandas se apresentarão e terão outras boas oportunidades também.

Se há um objetivo que sempre ficou transparente na Dançum Se Rasgum Produciones foi o de que nós nos preocupamos com a música. E nos preocupamos porque gostamos de música, porque sabemos a força que ela tem e onde ela pode nos levar. Nos preocupamos com o Estado, com a tal “cena”, com a criação de novos sons, de novas bandas. Nos preocupamos com Belém, com o Pará. E nos preocupamos porque existem duas coisas que nos fazem acreditar no que fazemos: o talento da música paraense e nosso compromisso com ela.

A honestidade e o trabalho árduo sempre estiveram nos acompanhando, mesmo somado ao desgaste que sofremos para fazer com que o Festival Se Rasgum continue dando frutos para os grupos locais, que seja repercutido nacionalmente por veículos de imprensa como a Folha de S. Paulo, Revista Veja, MTV, Bravo!, Revista Rolling Stone etc., e que faça com que o público acompanhe por onde anda a música brasileira e dando às bandas locais a oportunidade de desfilar nesse cenário.

Nossa intenção de mudar as seletivas para a TV, Rádio e Portal Cultura era para dar visibilidade a mais bandas que gostariam de participar do festival. No entanto, continuaremos com o objetivo das seletivas levando o evento para outro lugar e transformando em apresentações ao vivo, mostrando que assim como o tema do festival, só os mais aptos sobreviverão. E se para essa sobrevivência, quesitos como honestidade, compromisso e boas intenções contarem mais pontos, o Festival Se Rasgum é o que vai superar todo o caos.

Os votos pelo site www.serasgum.com.br continuam. A ordem de apresentação continua a mesma, por mais que as etapas sejam divididas em mais dias. A organização do festival comunica que em menos de 24 horas, após uma reunião com todas as bandas envolvidas, serão divulgadas datas e local das novas seletivas. Aguardem novidades.

SÁBADO É DIA DE MUITO ROCK EM BELÉM







sexta-feira, 19 de junho de 2009

ESTREIA DO NOVO CLIPE DA BANDA DELINQUENTES


Estreia do novo clipe da DELINQUENTES nesta sexta.


Não percam, nesta sexta (19), a estréia do novo clipe do Delinquentes no programa Cultura Paidégua (TV Cultura).


O programa também pode ser assistido pela internet através do Portal Cultura: www portalcultura com br.


Com direção de Roger Paes e edição de Robson Fonseca, o clipe, com a música Vagamundo, foi gravado na BR, em frente ao shopping Castanheira, com total interação dos pedestres transeuntes.


O Cultura Paidégua vai ao ar sexta feira às 21h e tem reprise domingo às 20h.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

MADAME SAATAN COM SITE NOVO




www.youtube.com/madamesaatan : criação dos sites W! Interactive


CONTATO

Shows e Assessoria de Imprensa Roquenrou Entretenimento Bernie Walbenny 11 8545.5847 / 91 8801.5650


skype: walbenny

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Móveis Coloniais de Acaju na festa de lançamento da 4ª edição do FESTIVAL SE RASGUM



Uma boa novidade para quem gosta de música independente no Pará e que no dia 04 de julho, acontecerá a festa de lançamento da quarta edição do festival Se Rasgum. Durante essa celebração serão anunciadas as bandas selecionadas para se apresentar e para fechar em grande estilo, Móveis Coloniais de Acaju, direto de Brasília para o African Bar.


Os organizaodres do festival Se Rasgum também divulgaram nesta segunda-feira (15) as 24 bandas selecionadas para as seletivas e também confirmou a participação de outros nove grupos locais no festival. Mais de 100 bandas paraenses se inscreveram para participar da quarta edição do Festival Se Rasgum, que esse ano optou por abrir uma seletiva.


As bandas foram escolhidas através de uma votação feita por oito jurados escolhidos pela organização do festival. ProFX, Clube de Vanguarda Celestial, Trio Manari, Delinqüentes, Dharma Burns, The Baudelaires, Johny Rockstar, Ataque Fantasma e Aeroplano foram selecionadas diretamente pela curadoria do festival, entre as mais votadas pelos jurados.

Os jurados foram Fabrício Nobre (organizador dos festivais Goiânia Noise e Bananada, presidente da Abrafin e um dos donos do selo Monstro Discos), Rodrigo Lariu (jornalista e dono do selo Midsummer Madness), Fernando Rosa (jornalista, organizador do festival El Mapa de Todos e dono do selo Senhor F), Iuri Freiberger (baterista da banda Tom Bloch e produtor do estúdio Toca do Bandido), Maurílio Kuru (produtor cultural e diretor da Cria! Cultura, de Belo Horizonte).

De Belém, o festival contou com a curadoria de Edyr Augusto Proença (jornalista, escritor e radialista), Marcos Sacchi (radialista) e Beto Fares (produtor, radialista e apresentador do programa Balanço do Rock).

As 24 bandas escolhidas através de votos dos jurados participarão de uma disputa ao vivo pela TV e Rádio Cultura, de onde sairão oito bandas para se apresentar no final das seletivas, na festa de lançamento do festival abrindo para a banda Móveis Coloniais de Acaju. Desta última etapa, as três melhores bandas na opinião dos jurados e público tocarão no festival.

As 24 bandas que passarão pelas seletivas nos dias 20 e 27 são Hebe e os Amargos, Os Caras da Estrella, Sincera, Malachai, Barão Geraldo, Máfia da Baixada, Ultraleve, Paris Rock, Juca Culatra e Power Trio, Vinil Laranja, Inversa, Amplificador de Brinquedo, Força Paralela, Aliados MC’s, Neurama, Os Miguelittos AS, Octoplugs, Tenebrys, 16-bits, Ruwa, Meffista, Plug Ventura, Bobo da Corte, Minerva.

As nove bandas selecionadas pela curadoria do festival que já estão confirmadas no festival são ProFX, Clube Celestial de Vanguarda, Aeroplano, Johny Rockstar, Ataque Fantasma, Dharma Burns, Delinqüentes, The Baudelaires, Trio Manari.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Muito talento pelas lentes de Marina Marques




A fotógrafa Marina Marques esbanja talento, criatividade e bom gosto nos seus trabalhos. Ela pode ser vista trabalhando em festivais de rock, entre eles o Bananada (GO) ou no meio de uma floresta registrando imagens impressionantes. Saiba mais dessa brasiliense, quase goiana, mas com o espírito aventureiro. Além disso tudo, com muita vontade de fotografar as imagens de Belém. Conheça mais do trabalho dela: http://www.flickr.com/photos/marinamarques/

Quando surgiu o interesse em você pela fotografia?

Surgiu bem cedo, minha mãe sempre fotografou muito e felizmente ela fez muitas fotos desde que meu nascimento e eu sempre achei o máximo poder acompanhar meu desenvolvimento através das fotos que ela fazia. Quando fiquei “mocinha”, passei a fotografar de tudo, era sempre eu que fazia às fotos das festinhas de família, as fotos do colégio, as fotos das viagens. Quando entrei na Faculdade de Publicidade, eu tive um contato mais profissional com a fotografia e ali decidi que queria fazer isso pelo resto da vida. O que era somente um hobby, passou a ser minha profissão.

Quais são as tuas preferências? E quais foram às principais dificuldades encontradas para realizar um trabalho?

Eu amo fotografar natureza. Acredito que a fotografia é um elemento de militância, onde é importante levar a imagem, mostrar o problema e mudar as mentalidades. Procuro usar a fotografia de forma a conscientizar as pessoas da necessidade da conservação e proteção ao meio ambiente, na preservação das espécies, na defesa da biodiversidade. Uma vez eu li (e hoje eu levanto essa bandeira), que a missão dos fotógrafos (amadores ou profissionais), é registrar a fauna e a flora, pois dentro em breve, essas imagens serão únicas referencias que teremos de uma vegetação que levou milhões de anos para evoluir, se adaptar, servir de abrigo e alimento para a fauna (inclusive o homem). Há uma responsabilidade social em divulgar tudo o que se vê. E como fotografar natureza não é fácil, as maiores dificuldades que já passei foi enfrentar o sol o dia todo, atravessar rios, correr da chuva, desviar de cobras, ser chupada por mil mosquitos ao mesmo tempo. Coisas da profissão que acabam se tornando irrelevantes quando consigo registrar um belo exemplar da fauna ou flora brasileira.


Você gostaria de fotografar alguma situação aqui em Belém?

Além da natureza intensa de Belém, eu gostaria muito de fotografar o Círio de Nossa Senhora de Nazaré, os mercados da cidade, tanto o Ver o peso, quanto o Mercado de São Braz com seu estilo estilo art nouveau e neoclássico, além das tradicionais fachadas dos casarões, igrejas e capelas do período colonial.


Quais são os teus próximos projetos?

Meu próximo projeto é fotografar o interior do Estado do Tocantins.
Vou fazer um roteiro pelo Estado, passar pelo tradicional Jalapão e terminar nas aldeias indígenas da Ilha do Bananal.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Entrevista com Camillo Royale da banda Turbo




Camillo Matos, ou melhor, Camillo Royale é um dos grandes compositores do Rock Paraense. Ele fez parte da seminal e saudosa banda Eletrola; agora ele é guitarrista e vocalista do Turbo. Além dele, o baixista Wilson Fujiyoshi também é um dos integrantes, dessa nova história. Saiba mais nessa entrevista. Contatos:
Quais são os planos para a banda Turbo para este ano? Vocês já estão no processo de produção do novo CD da banda?
Estamos em processo de composição de músicas novas. Se elas vão virar um CD realmente não sabemos, realmente gostaríamos muito,mas se não der pelo menos teremos músicas novas pra colocar no set list.

Você fez parte de uma das bandas mais importantes do novo rock paraense, Eletrola. Como você pode analisar essa nova realidade da música independente no Pará?
Cara já disseram que o rock paraense estava morto ou algo do tipo. Bom se morreu eu não me dei conta por que ainda vejo bandas novas surgindo e se divertindo fazendo o som delas como nós também. Meter o pé na distorção, contar até 4 e mandar bala. Se divertir tocando é no que acreditamos!

Como vocês da banda utilizam as ferramentas proporcionadas pela internet, como: fotolog, orkut etc? E quais são as vantagens que elas oferecem?
Usamos tudo isso, mas não da forma que acredito que deveríamos.Temos vergonha de pertubar as pessoas, mesmo os nossos amigos. Mesmo assim obrigado a todos que visitam e nos procuram pela net. We love you!

sábado, 13 de junho de 2009

SHOWS DE ROCK EM BELÉM PARA ESSE SÁBADO


Reboar é uma banda de Abaetetuba, interior do Pará. A banda surgiu quando Amerinei e Batista, estududantes da UEPa, quería divulgar suas idéias através da música e daí veio a necessidade de formar uma banda. Depois entrou Arivaldo e João e assim completou o Reboar no Divã que teve sua estréia dia 13 de julho 2007, no dia internacional do Rock, no bar Sal e mel em Abaetetuba.

A banda participou do festival "Rock na Proa" em Abaetetuba em 2007, tocou na rádio Icoaraci FM (comunitária) e na divulgação do CD de lançamento pelo selo Ná Music.
"Sem esquecer que o Marcos ( comunidade do rock de Icoaraci), foi quem nos apresentou o site belrock. Graças a esse cara a galera de Icoaraci está conhecendo outras bandas do circuito independente do Pará. É isso aí, Viva o Rock Paraense".

INFLUÊNCIAS
Pink Floyd, Camisa de Vênus, Los Hermanos, Black Sabbath..., etc...

quinta-feira, 11 de junho de 2009

VENHA COMEMORAR O DIA DOS NAMORADOS COM AS BANDAS SUZANA FLAG E TELESONIC. COM OS DJS NICOBATES E SIDNEY FILHO, NO CAFÉ COM ARTE. TE COMPORTA MENINA!.





CRÉDITOS DA FOTO: Ana Flor


TEXTO: Divulgação



SUZANA FLAG: Te comporta menina!


O dia dos namorados é POP! Por isso, te comporta menina, que o Suzana Flag vem aí em uma superfesta com a participação do grupo Telesonic e os DJs Nicobates e Sidney Filho, dois grandes entendidos da cena POP e Rock do Pará e do Brasil.

A festa rola na sexta-feira, 12, dia dos namorados, no Café com Arte e a banda Suzana Flag vai tocar sucessos do seu primeiro disco, Fanzine, e inéditas do próximo disco, Souvenir, que está sendo mixado no Rio de Janeiro pelo produtor gaúcho Iuri Freiberger, além de releituras da música pop brasileira.

Permeado de interferências eletrônicas e com a pegada pop amadurecida da banda que conquistou o Brasil independente entre os anos de 2004 e 2006, o repertório traz, além do repertório autoral, canções românticas, bossa nova e jovem guarda em roupagens completamente novas e a interpretação suave e apurada de Susanne Mey e Joel Melo.

Estão no repertório, clássicos como "Corcovado" (Tom Jobim), “Mamãe me empresta o carro” (Rita Lee), Ao por-do-sol (Teddy Max) e b-sides como "Sobre o Tempo" (Pato Fu) e "Hoje" (Paulo Milkos). Além dos hits "Perdas e Danos", "Nem mais um segundo", "Um tanto morto" e "Eu vou lembrar você", difundidos a exaustão durante a fase de maior sucesso da banda.

O repertório de quase duas horas de show inclui ainda os futuros hits “Bem Feito”, “Um dia de cada vez”, “Híbrido”, “Souvenir” e “Postal”, todas canções do novo disco da banda, que está em fase de mixagem no Rio de Janeiro.

As canções pop folk de Klebe Martins, líder da banda Telesonic, serão o prato de entrada da festa que vai reunir muita gente bonita, solteira e apaixonada. A Telesonic surgiu em 2006 depois do sucesso do pop rock de Castanhal. Klebe Martins integrou a banda Super 8, que deu origem ao Suzana Flag. O disco “Canções de Bolso” traz canções de belas levadas e melodias com temas sentimentais e existenciais, com influencias de Lemonheads, Bele And Sebastian e Pixies. Kleber também mostra canções novas, que estarão em seu próximo disco, ainda em fase de pré-produção.

As rádios Jovem Pan, Cultura FM e Rádio Unama FM já estão tocando com exclusividade duas músicas inéditas do novo disco do Suzana Flag, são as faixas “Santa Fé” e “Bem Feito”, que chegaram em primeira mão do Rio de Janeiro. Enquanto o disco, premiado pelo edital do selo o Pará Musical da Secult, não chega, a banda distribui gratuitamente, por email, o single Santa Fé aos membros da comunidade no Orkut, basta manifestar a vontade de ter a música inédita e o membro recebe o arquivo em mp3 em sua caixa de email.

Então! Dia dos Namorados você já sabe é com Suzana Flag e Telesonic.

SERVIÇO:

FESTA: Te comporta menina
Show com as bandas Suzana Flag e Telesonic
Dia 12 de junho, Sexta-Feira, no Café Com Arte (Rui Barbosa, quase esquina com a Braz de Aguiar).
Ingressos Antecipados na Loja Ná Figueredo a R$ 10.
Informações: (91) 9614 1005 - Nicolau Amador
MSN:
http://br.mc320.mail.yahoo.com/mc/compose?to=nicobates@hotmail.com

quarta-feira, 10 de junho de 2009

terça-feira, 9 de junho de 2009

Entrevista com o jornalista Fernando Rosa


Crédito da Foto: Ritinha

Aproveitando a passagem do jornalista Fernando Rosa (editor do site www.senhorf.com.br, um dos responsáveis pelo selo Senhor F Discos e idealizador da Noite Senhor F) em Belém, durante a primeira edição da Noite Senhor F na cidade, foi realizada uma entrevista para o blog Rock Pará. Foram conversados assuntos interessantes, como Leis de Incentivo e novos projetos.

Qual análise você poderia fazer sobre a atual situação da música independente nacional?

A cena independente vive um momento importante de afirmação e ampliação do espaço construído desde o início da década, especialmente. Diante da crise mundial do formato de produção musical, o Brasil conseguiu reagir positivamente. É um dos poucos países do mundo com uma rede de festival organizada nacionalmente, coordenada pela Associação Brasileira de Festivais Independentes (Abrafin). Muitas bandas cresceram e conquistaram público nesta plataforma que tende a estender-se aos países da América do Sul. Até mesmo setores da mídia tradicional reconhecem o papel e a importância da cena independente e dos festivais.

Qual contribuição as Leis de Incentivo refletem, hoje em dia, na produção dos festivais pelo País? E como isso poderia ser mais facilitado?

Penso que para muitas regiões é fundamental para viabilizar os projetos, mesmo discos, e festivais. Onde não tem, é importante que os produtores, especialmente, se mobilizar para criá-las. No momento, o Ministério da Cultura, está promovendo a mudança na atual Lei Rouanet, para democratizar e descentralizar o acesso. O Estado tem de ampliar a sua presença na economia da cultura nacional, e devemos cobrar isso.

Como você poderia avaliar a música independente no Pará? E os principais destaques?

Sempre digo que a cena musical do Pará é uma das mais ricas do país, em termos de diversidade e de qualidade autoral. As bandas de rock daqui, por exemplo, são menos pautadas pelas influências externas, como em outras regiões. A cidade tem compositores com um potencial pop bastante refinado, que produzem canções com qualidade e apelo radiofônico. Em termos de nomes, tem muitas bandas que se destacam mais no cenário nacional, como La Pupuña, Madame Saatan, Coletivo Rádio Cipó, A Euterpia, StereoScope, que é do nosso selo. E outras importantes como Ataque Fantasma, Johny Rockstar, Vinil Laranja, Turbo, Aeroplano, Amplificador de Brinquedo, Suzana Flag, só para citar algumas.

Quais serão os próximos lançamentos do selo Senhor F?

O terceiro, e segundo por Senhor F, disco do StereoScope, daqui, que sai em breve. Também o terceiro disco, ainda sem nome, do Superguidis, do Rio Grande do Sul. O segundo disco do Sapatos Bicolores, de Brasília, que agora sai pelo selo. E para o início do semestre que vem, lançaremos o disco de estréia do grupo Watson, também de Brasília. Eles gravam o disco em julho, nos Estúdios Dreher, em Porto Alegre, com produção de Thomas Dreher.

domingo, 7 de junho de 2009

Uma porrada avassaladora na Noite Senhor F Belém. Ou melhor, Só o Rock Salva.


Para mim não há como escrever esse texto de maneira completamente pessoal. A versão “Noite Senhor F”, em Belém, mostrou para quem estava lá porque que ainda moramos numa das cidades mais rockers do Brasil. Parabéns para os organizadores dessa bela festa.
A noite de shows foi iniciada de maneira impressionante, com a apresentação da banda Amplificador de Brinquedo. Além de todo o amadurecimento dos músicos, um fato me chamou bastante atenção, a performance da baterista da Andréa Déia. O seu charme descendo o braço nas peles do instrumento, encantava e ao mesmo tempo assustava, pela capacidade de mostrar muita inteligência nas conduções e nas viradas. Mas a banda se mostrou, sobretudo, coesa. Demonstrando, que a noite ia ferver, para quem se encontrava no Café com Arte.

Outra apresentação de extrema importância foi da Stereoscope. Rock’n’Roll com melodias etílicas. Assistir um show dessa banda é presenciar qualidade musical com pura festa. Os músicos conseguiram mesclar de maneira muito perspicaz músicas dos três CDs (incluindo o novo que ainda está para ser lançado pelo selo Senhor F). A temperatura no local já estava chegando no ponto máximo.


Quando se fala de temperatura no ponto máximo, é realmente a mais pura verdade. A banda Aeroplano mostrou para todos, que já está em outro patamar. A palavra Porrada seria muito pouco para descrever o que foi presenciado. Nessa hora, eu fiz questão de me colocar nas proximidades das caixas de som para ser absorvido pelas distorções e pela suavidade da voz enigmática de Eric Alvarenga.


O que é mais legal é ver o crescimento dessa banda, e perceber que está pronta para conquistar os públicos dos outros festivais pelo resto do País. E usando as palavras do idealizador da Noite Senhor F, o jornalista Fernando Rosa, e que também teceu belos comentários sobre a banda: “O santo de casa tem que fazer milagres, dentro de casa”...E isso aconteceu na noite do dia 06/06/09, no Café com Arte, tradicional casa rocker da cidade. Detalhe na data, algo em comum com alguma referência? Mas isso é apenas motivo para outro assunto.

Porém, mesmo com todas as performances avassaladoras e impressionantes, essa festa não seria a mesma se não fosse a presença de um dos públicos mais alucinados do Brasil, que é o paraense. Agora é possível afirmar que chegamos no ponto máximo da temperatura do ambiente. Para alguns pode parecer bobagem, mas para muitos algo de especial aconteceu nessa noite...Só o Rock Salva.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

WORKSHOP COM FERNANDO ROSA HOJE


Detalhes sobre o Fernando Rosa


O jornalista Fernando Rosa é criador e editor da Revista & Agência Senhor F que, em 10 anos de atividades, tornou-se uma das principais aliadas na construção de um novo mercado de música no país. Voltada para a promoção da cena independente emergente no país, e com veiculação de conteúdo e informação de qualidade, a revista angariou credibilidade junto à mídia especializada, aos agentes do setor e ao público leitor em geral. Atualmente, o portal é a principal referência da cena independente sul-americana.

Desde 2001, organiza o evento mensal NOITE SENHOR F, no Gate’s Pub, que transformou-se no principal palco de construção da nova cena musical de Brasília nesta década e centro da conexão dos artistas independentes locais com artistas de outras regiões do país. Com o mesmo espírito, organizou os eventos anuais SUPER NOITES F e SENHOR FESTIVAL, com os quais também contribui para fortalecer a cena local. Pelo palco desses eventos passaram mais de uma centena de artistas e bandas nacionais, latinas e de outros países. Atualmente, também é responsável pelo Festival EL MAPA DE TODOS, em parceria com o selo argentino Sactter Records, realizado anualmente em Brasília.


No terreno da difusão musical, produziu o programa SENHOR F – A HISTÓRIA SECRETA DO ROCK BRASILEIRO, veiculado pela Usina do Som, da Editora Abril, por 75 semanas, entre 2001 e 2002. Na Rádio Cultura do Distrito Federal, produziu e apresentou inicialmente, entre 1995 e 1998, o programa HEARTBEAT e, desde de 2005, produz e apresenta o programa SENHOR F 100.9, na mesma emissora, em parceria com o jornalista Pedro Brandt. Atualmente, apresenta o programa SENHOR F SEM FRONTEIRA, na Rádio Câmara, da Câmara dos Deputados, desde janeiro de 2008, orientado para a difusão de música sul-americana. Fernando Rosa também colaborou por vários anos com a Revista Bizz e prestou consultoria para diversas publicações, emissoras de televisão e rádio do país. Atualmente, é correspondente do Brasil para a revista Zona de Obras, de Zaragoza, na Espanha, principal publicação voltada para a divulgação de conteúdos culturais com orientação ibero-americanos. O editor de Senhor F também é colunista da Revista Brazuca, editada em Paris, voltada para a divulgação da cultura brasileira na França e na Europa. Por fim, em parceria com o músico e produtor Philippe Seabra (Plebe Rude), mantém o selo SENHOR F DISCOS, responsável pelo lançamento dos artistas Beto Só e Sapatos Bicolores (Brasília), Volver (Recife), Superguidis (Porto Alegre), StereoScope (Belém) e Los Porongas (Acre). Junto com a PRODUTORA SENHOR F também é responsável pela administração da carreira dos artistas da gravadora.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

INSCRIÇÕES DE BANDAS LOCAIS PARA O SE RASGUM ENCERRAM NO DIA 5



Por: Marcelo Damaso

Vão até o dia 5 de junho as inscrições para bandas locais que queiram participar da quarta edição do Festival Se Rasgum.O Festival Se Rasgum prorroga o prazo de inscrição para as bandas locais que quiserem participar de sua quarta edição. As bandas que ainda não fizeram sua inscrição através do site BelRock e da Se Rasgum, ainda tem uma chance de participar das seletivas até o dia 5 de junho, próxima sexta-feira.Para se inscrever, a banda precisa ter um trabalho autoral e mostrar pelo menos uma música. O grupo deve se inscrever ou atualizar o perfil no site Bel Rock (www.belrock.com.br) com release e uma mp3. Além disso, deve preencher corretamente o formulário de inscrição do site da Se Rasgum (www.serasgum.com.br) e concordar com os termos do regulamento. Serão 24 bandas participando das seletivas em quatro dias, sendo seis bandas por dia e três que participarão do IV Festival Se Rasgum. Todas as bandas inscritas terão suas músicas analisadas por grandes profissionais (produtores, donos de selos e festivais).


Seletivas – Buscando dar mais visibilidade às bandas que participarão das seletivas, a organização do evento optou por uma parceria com a Funtelpa para transmitir as apresentações ao vivo pela TV e Rádio Cultura simultaneamente. Nos dias 20, 21, 27 e 28 de junho, às 15h. A grande final, no entanto, será no dia 4 de julho, em que as oito bandas finalistas disputarão as três vagas para o festival na festa de lançamento do IV Festival Se Rasgum, com a banda Móveis Coloniais de Acaju, de Brasília, uma das grandes revelações da segunda edição do Festival Se Rasgum.


Reforçando - De todas as bandas inscritas, 24 serão selecionadas na primeira etapa e gravarão seus videocast com música e entrevista feitas pela produtora Greenvision e estarão on line disponíveis para votação do público. Das 24 bandas, seis se apresentarão nos dias 20, 21, 27 e 28 na TV e Rádio Cultura para 42 municípios, sendo avaliadas pelo público e jurados que decidirão quais serão as oito finalistas que se apresentarão no dia 4 de julho, no African Bar. O próximo passo será a escolha das três bandas que participarão do festival. E além da oportunidade de tocar junto aos maiores nomes da nova música brasileira, de atrações internacionais e para importantes nomes da imprensa musical brasileira, as três bandas ainda ganharão:1) quatro horas no Fábrika Estúdio para ensaio;2) ensaio fotográfico com Renato Reis;3) gravação de um EP com quatro músicas no Ná Records;4) projeto gráfico e hotsite do EP confeccionados pela Libra Design.Bandas de fora – Os grupos de fora do Estado que queiram participar do festival devem enviar material (CD com, no mínimo, duas músicas autorais e release) endereçado à Associação Cultural Amazônia Independente: Av. Gentil Bittencourt, 449. Altos - Nazaré, CEP 66035-340. Belém – PA.


O Festival - Em três edições, o Se Rasgum conseguiu se consolidar como um dos principais eventos da música independente, não só na região norte como em todo o país. Uma das provas do reconhecimento veio na última edição da revista Bravo!, que coloca o Se Rasgum como um dos cinco festivais mais importantes do Brasil na atualidade. “Em 2008, o Se Rasgum achou sua fórmula definitiva, mesclando destaques independentes de todo o país com atrações de tecnobrega”, destaca a reportagem de José Flávio Júnior. Nesses três anos, já passaram pelos palcos do festival nomes como Wander Wildner, Mundo Livre S.A., Cachorro Grande, Móveis Coloniais de Acaju, Cordel do Fogo Encantado, Cabaret, The Feitos, Vanguart, Plebe Rude, Autoramas, Curumin, Montage e Canastra.O Festival Se Rasgum também participou dos melhores momentos de 2008 do Jornal da MTV Brasil, o Jornal O Globo o apontou como um dos melhores festivais de 2008. Suas edições anteriores também já foram destaque na Folha de S. Paulo, Revista Veja, Revista MTV, Trama Virtual (no canal Multishow) e Correio Brasiliense.


Contatos: serasgum@gmail.com / 8118-6326 - Marcel

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Novidades da banda Stereoscope


Ricardo Maradei, baixista e um dos vocalistas da banda Stereoscope, conta detalhes do novo CD da banda (que será lançado pelo selo Senhor F Discos) e também da passagem do jornalista Fernando Rosa, que acontecerá no dia 5 (workshop, na loja Na Figueredo, às 17h) e durante a Noite Senhor F (no dia 6, sábado, às 22h, no Café com Arte, e que contará com as apresentações das bandas Amplificador de Brinquedo, Aeroplano e Stereoscope)

Como está o processo de finalização do novo CD do Stereoscope?

Rapaz, já está mixado. Faltando o Gustavo Dreher gravar uma flauta em uma das faixas. Em seguida, vai pra masterização. A grana pra masterização a gente já tem metade. Vamos vender os acústicos lá na hora pra tentar pegar mais uma grana. Depois é fábrica. A gente tem algumas idéias pra capa, mas deve ser algo simples, sem firulas, quer dizer, a firula vai ser a simplicidade

Como foi o processo de produção das músicas? Foi mais rápido do que os outros dois primeiros?

Com relação às composições, algumas músicas foram feitas especificamente pro conceito do disco, à época em que ele estava sendo pré-produzido, o que é um diferencial, mas as músicas carregam o estilo de sempre da banda, eu acho. Quanto à pré-produção, foi mais rápida e intensa. Na verdade, esse foi o primeiro disco nosso em que de fato houve uma pré-produção com baterista.

Agora quais serão os próximos passos da banda? Clipes? Shows? Festivais?

Eu falei pro pessoal que a onda agora é fazer clipes. Shows, vamos fazer sempre. Quanto aos festivais, temos a intenção de viajar com o pessoal dos Destruidores de Tóquio, banda de Capanema (cujo disco novo vai sair pelo selo Ná Figueredo esse ano) em turnê pelo Brasil. Vai depender de grana.

Como está a expectativa de encontrar com o Fernando Rosa aqui em Belém?

O Fernando é um cara muito bacana, é sempre bom encontrar com ele e trocar umas figurinhas. Vai ser bom também porque quando estivemos em Brasília ano passado não tivemos muito tempo de vê-lo por lá.

terça-feira, 2 de junho de 2009

TODOS OS DETALHES DA NOITE SENHOR F EM BELÉM





Texto: Helaine Cavalcante
Foto: Renato Reis

Para todos os músicos que acreditam no seu talento, estar cara-a-cara com um dos maiores produtores culturais da América Latina é uma oportunidade única. Ainda mais se esse produtor vem até a sua cidade. Pensando nisso, 3 bandas de Belém realizarão a primeira “Noite Senhor F” da região norte, trazendo direto de Brasília, nada mais nada menos que Fernando Rosa, responsável pela rede de projetos “Senhor F”, uma das maiores contribuições para a cena musical independente do continente.

Criador e editor do site “Senhor F- a revista do rock”, uma das mais importantes publicações brasileiras de música jovem (www.senhorf.com.br), Fernando é também o responsável pelo selo “Senhor F Discos”, um blog, produção de shows, um programa de rádio, um festival e um projeto social (o “Senhor F na Escola” promove shows de bandas de Brasília nas escolas públicas do Distrito Federal).

Fazendo parte de tudo isso, está a 'Noite Senhor F': um espaço para discussões e shows de bandas independentes. Surgido e sendo realizado periodicamente em Brasília, hoje o evento ocorre também em outras capitais do país, como as cidades de Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, São Paulo, Belo Horizonte e Goiás. No dia 6 de junho acontecerá a primeira “Noite Senhor F” em Belém, com os shows das já conceituadas bandas paraenses Stereoscope, Aeroplano e Amplificador de brinquedo.

Segundo o próprio site “Senhor F”, o Amplificador de brinquedo “é uma das bandas mais promissoras da novíssima geração independente nacional. Seu EP 'Tarde feliz', contendo seis canções, é uma demonstração da qualidade do quarteto natural de Belém”. Já a Stereoscope começou o seu trabalho com uma temática sessentista, mas hoje vai muito além disso, alcançando abordagens muito mais atuais. A banda é contratada pela “Senhor F Discos” e está às vésperas do lançamento do seu terceiro álbum.

Na mesma noite, a banda Aeroplano - destaque no cenário local independente, com hits famosos como "Pra você, solidão"- comemorará seus 4 anos de estrada recém completados com um show imperdível, contando com uma presença mais do que ilustre. “O Fernando vai discotecar na mesma noite, além de receber material das bandas locais. Portanto, se você tem algum material gravado de sua banda, esta é a sua oportunidade de ter um contato direto com quem realmente pode levar sua carreira musical a um outro nível”, explica Diego Fadul, guitarrista da Aeroplano.

Além disso, no dia 5 de junho às 17 horas, Fernando Rosa estará presente na loja Ná Figueredo em um Workshop com entrada gratuita. Uma ótima chance para se discutir sobre música com quem realmente entende do assunto.

Detalhes sobre o Fernando Rosa

O jornalista Fernando Rosa é criador e editor da Revista & Agência Senhor F que, em 10 anos de atividades, tornou-se uma das principais aliadas na construção de um novo mercado de música no país. Voltada para a promoção da cena independente emergente no país, e com veiculação de conteúdo e informação de qualidade, a revista angariou credibilidade junto à mídia especializada, aos agentes do setor e ao público leitor em geral. Atualmente, o portal é a principal referência da cena independente sul-americana.Desde 2001, organiza o evento mensal NOITE SENHOR F, no Gate’s Pub, que transformou-se no principal palco de construção da nova cena musical de Brasília nesta década e centro da conexão dos artistas independentes locais com artistas de outras regiões do país. Com o mesmo espírito, organizou os eventos anuais SUPER NOITES F e SENHOR FESTIVAL, com os quais também contribui para fortalecer a cena local. Pelo palco desses eventos passaram mais de uma centena de artistas e bandas nacionais, latinas e de outros países. Atualmente, também é responsável pelo Festival EL MAPA DE TODOS, em parceria com o selo argentino Sactter Records, realizado anualmente em Brasília.

No terreno da difusão musical, produziu o programa SENHOR F – A HISTÓRIA SECRETA DO ROCK BRASILEIRO, veiculado pela Usina do Som, da Editora Abril, por 75 semanas, entre 2001 e 2002. Na Rádio Cultura do Distrito Federal, produziu e apresentou inicialmente, entre 1995 e 1998, o programa HEARTBEAT e, desde de 2005, produz e apresenta o programa SENHOR F 100.9, na mesma emissora, em parceria com o jornalista Pedro Brandt. Atualmente, apresenta o programa SENHOR F SEM FRONTEIRA, na Rádio Câmara, da Câmara dos Deputados, desde janeiro de 2008, orientado para a difusão de música sul-americana. Fernando Rosa também colaborou por vários anos com a Revista Bizz e prestou consultoria para diversas publicações, emissoras de televisão e rádio do país. Atualmente, é correspondente do Brasil para a revista Zona de Obras, de Zaragoza, na Espanha, principal publicação voltada para a divulgação de conteúdos culturais com orientação ibero-americanos. O editor de Senhor F também é colunista da Revista Brazuca, editada em Paris, voltada para a divulgação da cultura brasileira na França e na Europa. Por fim, em parceria com o músico e produtor Philippe Seabra (Plebe Rude), mantém o selo SENHOR F DISCOS, responsável pelo lançamento dos artistas Beto Só e Sapatos Bicolores (Brasília), Volver (Recife), Superguidis (Porto Alegre), StereoScope (Belém) e Los Porongas (Acre). Junto com a PRODUTORA SENHOR F também é responsável pela administração da carreira dos artistas da gravadora.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Bate papo com Nicolau, guitarrista das bandas Suzana Flag e Norman Bates




Crédito da foto: Ana Flor


Elielton “Nicolau” Amador, guitarrista das bandas Suzana Flag e Norman Bates, além de jornalista e produtor cultural paraense, conta um pouco da sua trajetória nessa entrevista para o blog Rock Pará. Como também, detalhes do futuro dos projetos, nos quais faz parte.


Você é um dos grandes articuladores para a profissionalização do rock paraense, qual é a tua análise do momento atual da cena? E o que está faltando para a situação mudar de figura?

Acho que a gente vive apanhando de muitos contextos. Estamos num grupo que luta contra a resistência de emplacar a musica paraense. Agora estamos apanhando da crise. E isso é um diferencial. Pela primeira vez, a crise da industria fonográfica coincide com uma crise global, e a crise é terreno fértil para a criatividade e para que novos destaques surjam. Vejo grandes possibilidades nesse momento de uma organização por uma política pública e por saídas criativas. Por novidades e uma inserção definitiva num mercado, e fomento de outros.

Você também faz parte de duas grandes bandas: Norman Bates e Suzana Flag. Quais serão os próximos passos dessas duas bandas?

O Norman Bates é uma puta banda que eu amo, cara. É minha escola, a banda que toquei durante 14 anos e em que aprendi muita coisa, e que até hoje para mim é a melhor banda de rock de todos os tempos, que tem um puta potencial. Mas infelizmente a gente tá ficando velha. Já falei sobre isso, nossa condição de vanguarda experimental dentro do rock nacional e nossa posição perifericam, juntando nossa incapacidade de se auto-produzir com competência e sem gerar conflitos mata a viabilidade da banda, entre outras series de fatores conjunturais. Atualmente, o Norman Bates está em suspenso, à maioria dos integrantes casou ou teve filhos e teve que se arrumar de algum jeito na banda. Estamos há bastante tempo sem nos reunir e deixamos uma produção de disco pela metade. Mas enfim espero que possamos voltar no momento adequado sem pressa, sem cobranças, com um relacionamento mais amadurecido. A coisa é bem diferente com o Suzana Flag que é um proposta musicalmente e comercialmente viável. Estamos tocando com muita dificuldade ao longo desses últimos três anos o projeto do segundo disco, que foi aprovado em edital da Secult e que ate agora não foi completamente pago por conta dessa crise que esvaziou os cofres do estado. Com a queda de arrecadação, a secretaria de cultura sofreu uma contingência brusca e isso ferrou a gente. Então estamos mixando o disco no Rio de Janeiro enquanto o restante da grana não sai. E estamos preparando esse projeto novo para a noite, que se chama Eletrosfera bar. Um projeto que mantém a banda ativa com releituras e tal e que esperamos também dar um gás na parte autoral da banda.