segunda-feira, 24 de maio de 2010

DURANGO 95 - A PRODUTORA ROCK'N'ROLL DO PARÁ

Pública em Belém - Próxima produção da Durango 95

Show de lançamento do CD da banda Stereoscope


A produtora Durango 95 já está reconhecida como uma das grandes realizadoras de eventos de qualidade em Belém. Para saber mais, aproveite essa entrevista exclusiva com os profissionais da empresa. Mais informações sobre a Durango 95: http://www.durango95.org


Público no Memorial dos Povos curtindo mais uma produção da Durango 95


Contem sobre a história da produtora

Filipe Laredo: Em 2005, fui convidado pra discotecar numa festa de aniversário. Só que eu nunca tinha nem visto um equipamento de som. E a festa ia ser naquele mesmo dia. Daí, na frente do computador, o Daniel Leite, que já vinha tocando em outras festas, me ensinou, montando na tela fotos de um mixer e dois CDJs, a discotecar.

Contam as histórias que nos conhecemos pelo Tadaiesky, amigo de velha data, por conta de umas bandas que a gente curtia juntos. Dessa feita começamos a dar uns balões e escutar rock n’ roll.

O pai do Giovanni foi meu treinador de basquete no colégio por uns 4 anos. Lembro que ele sacava muito de rock. Além do pai, ainda tinha o irmão (Léo), que foi baterista da Nekrofilia no começo de 2000 (ainda tenho o disco dos caras) e era meu amigo. Como sabia que o Giovanni discotecava na Bassemotion, e considerando que, por ser o mais velho, ele deveria gostar de rock também, conversei com o Daniel e marcamos pra tomar uma cerveja na Lithium (antiga boate de rock de Belém).

Na Lithium, por sinal, foi o lugar da nossa primeira festa. O Enzo Tanaka tinha o contato lá e concordou em nos ajudar a produzir o Durango95’.

O nome surgiu numa composição cósmica de pensamentos, que buscava reunir a fúria da juventude e a figura de um símbolo. Durango 95’ foi o carro que os 4 drugues usaram no filme do Stanley Kubrick (Laranja Mecânica), em mais um dos seus sucessivos delitos. Ele representava aquilo que queríamos, aquilo que a juventude tem de mais caro em sua natureza: Vontade de modificar, rebeldia e energia.

A idéia era nos concentrarmos cada um em uma década na história do rock – o Daniel ficou com heavy n’ rock dos anos 60 e 70, eu botando punk e pós-punk de 70 e 80 e o Gio, alternativo-grunge de 80 pra frente.


Show da banda Pink Floyd Project

Quais foram os melhores momentos?

Felipe Proença:

Todos! Desde o evento em si quanto o pré-festa. Mas como estamos “trabalhando” durante o evento, sobra pouco espaço para jogar tudo para o alto e ir curtir. Às vezes até dá, mas é coisa rápida. Se tiver que optar por apenas um, fico com os momentos pré-festa. Essa coisa de reunir, trocar ideias, falar besteira, planejar e organizar as festas da Durango95’... Todas as coisas que antecedem o evento em si. O evento torna-se conseqüência da reunião. Consequência da diversão e alegria que temos em nos encontrar e planejar os eventos. Pra mim, estes são os melhores momentos. Estar junto com os amigos e a partir daí surgirem idéias maravilhosas, não tem preço. O resto vem naturalmente por consequência.

Marcelo Papel:

Sempre digo, o melhor evento é o próximo. É uma ambição minha, melhorar em cartaz, estrutura, divulgação. Mas eu gosto de lembrar alguns momentos, como o cartaz de divulgação de alguns eventos: Sincera, The Doors Mojo – Café com arte e a arte de divulgação do lançamento do clip da banda Madame Saatan – Um dos mais bonitos que produzimos. Alguns são objetos de colecionadores. É algo, que deixa agente muito feliz.; o show de retorno do Pink Floyd Project, uma proposta audaciosa. Nossa preocupação com espetáculo, som, iluminação e imagem. Criamos uma atmosfera única, para um evento de médio porte. Foi um espetáculo com todos os detalhes. Local escolhido – Memorial dos Povos – A recuperação de um espaço para esse tipo de evento. A ideia de VJ combinando imagens com o som da banda .

Daniel Leite:

Acredito que o primeiro grande momento com certeza foi a participação do Durango95’ no lançamento do vídeo clipe do Madame Saatan, intitulado “Perfume, Sombra e um Drink de Veneno”, com a participação do Johnny Rock Star que dava seus primeiros passos ali no Copacabana, casa noturna que nem existe mais. Daí então surgiu a idéia de colocarmos a primeira banda em uma festa de nossa produção, já no Café Taverna – Festa Durango95’ especial de Natal com a extinta banda Step2 de punk/hardcore. Tratava-se de uma tentativa que depois passamos a adotar – sempre ter uma banda no palco dos nossos eventos. Também nesse mesmo dia tivemos como convidado o DJ Rodrigo Barbosa que hoje faz parte da Meachuta. Como segunda banda, convidamos o Jolly Joker, numa festa que entitulamos Cowboys Rise from Hell, temática em homenagem ao falecido guitarrista do Pantera, Dimebag Darrell.

Em 2008, no Café com Arte, o show com Mojo Doors também foi bastante importante pra gente em nossa primeira empreitada nessa casa noturna.

Outros grandes momentos foram as duas últimas produções que fizemos no Memorial dos Povos, em novembro passado com o Pink Floyd Project e em janeiro desse ano também com o Project junto com o Mojo, realizando uma antiga vontade nossa e de ambas as bandas em dividirem o palco.

Qual é a opinião, de cada um, sobre a cena da música independente no Pará e no Brasil?

Daniel Leite:

Sem dúvida a internet é “O” grande meio de comunicação para todos que trabalham independentes na música, seja composição ou produção. A internet cria fenômenos como foi a Mallu Magalhães, por exemplo, que logo foi rotulada “o fenômeno do myspace”; coisa que nem ela mesma esperava. Simplesmente gravou umas músicas com uns amigos e fez upload para o myspace.

Assim desse jeito a internet é um grande portão bem aberto para tudo que se cria em qualquer forma de arte expressa que seja. Quanto à indústria fonográfica em si, o maior impacto foi em relação às gravadoras mesmo por conta de tantos downloads e softwares peer2peer, causando negativamente grande impacto financeiro, o que em contrapartida não impede ninguém de nada – as bandas ainda estão aí surgindo, fazendo hits, viajando em turnês, lançando discos e crescendo, totalmente independentes de selos, caminhando com seus próprios pés. E o público continua pronto pra consumir, e se for bom e de graça, é melhor ainda.

Quanto ao nosso Estado, o Pará fica na Amazônia, Belém é uma metrópole no meio da floresta. Ou seja, musicalmente falando, somos bombardeados de batuques e tambores regionais, e ao mesmo tempo temos o mundo todo em nossa volta, pois ouvimos realmente de tudo, onde posso citar inclusive a questão da internet que escrevi acima, e por conta de tudo isso temos uma gama de influências de sons diferentes, que nos deixa riquíssimos de criatividade.

Há uns 6 ou 7 anos atrás, o DJ paulista King veio fazer uma apresentação por aqui e disse que uma coisa que chamou muito a atenção dele foi que aqui, em todos os bares que ele foi, todos os músicos que ele assistiu eram muito bons. Tanto nos lugares mais recatados quanto nos botecos de esquina, todos só tinham músicos de grande competência. Então Belém é isso mesmo, só falta mais o próprio povo valorizar mais, pois em todos corre o mesmo sangue e somos das mesmas raízes, e sobretudo a mesma competência internacional. Tenho um tio que é músico erudito, chamado Albery Albuquerque. O trabalho dele além de ser único, veja bem: único no mundo todo, e é inclusive com tema Amazônico, serve de referência internacional em teses de mestrados e doutorados na Europa principalmente, e aqui, pouquíssima gente sequer ouve falar no nome dele. Talento ele tem de sobra, o que falta é a valorização. É um tipo de artista que só vai ser reconhecido 50 anos depois que morrer, é assim mesmo que ele diz, e é a pura verdade, nua e crua.

Filipe Laredo:

A cultura é, essencialmente, uma entidade muito difícil de ser conquistada e domada. Para conseguirmos nos revestir de um bom arsenal intelectual nos dias de hoje, um esforço enorme para nos libertarmos de, numa acepção platônica, das correntes que nos prendem no mundo das sombras e da alienação. Então, é comum que a cultura de massa, aquela revestida de pseudo-caráter informativo, domine o mercado de modo geral, bombardeando por todos os lados seus produtos.

Os dias de hoje que falo são aqueles em que ocorre um excesso de informações devido a internet e, sendo assim, o cuidado que devemos tomar não é com uma “cegueira negra”, mas sim com a “branca” citada por José Saramago, em cuja entrevista no filme Janela da Alma explica que a epidemia de seu romance é causada pelo excesso, representada pela cor branca, diferentemente da cegueira patológica, que projeta ao enfermo apenas a cor negra. Excesso de informações, responsabilidades e opções geram, ao mesmo tempo, infinitas possibilidades de acesso e consequentemente facilidades em perder o caminho.

A democratização da comunicação deve ser buscada. Cada vez mais softwares livres surgem e permitem que artistas dos mais variados campos possam publicar seus livros ou lançar seus discos sem o agenciamento das grandes gravadoras, podendo assim, fazer circular suas obras e gerenciar de que maneira isso será feito.

Agora, mais especificamente sobre a música independente, acredito no caráter divulgador do livre acesso, que dilui arbitrariamente o valor, até mesmo jurídico, do direito autoral. Imagino como deve girar na cabeça de uma criança que cresce vendo na tevê a polícia destruindo dezenas de milhares de CDs e DVDs piratas, enquanto que na internet (veículo pelo qual essa criança já está mais do que adaptada) não existem bloqueios verdadeiramente eficazes nesse combate.

O rock no Pará sempre foi independente. Ainda era moleque e como morava num prédio na frente da praça da República, já sacava a movimentação dos shows de rock por lá – cite-se os três volumes do Rock 24 horas no teatro Waldemar Henrique e Praça Kennedy, que é lá perto - e cedo descobri que no mesmo prédio morava uma figura ilustre, Jaime Catarro. Sempre que nos encontrávamos no elevador ele me passava a agenda da semana e eu batia carteira. Foi assim que conheci os Babyloyds (minha banda paraense preferida), Retaliatory, Mitra e Zênite (do metal), Caustic, Pig Malaquias, Norman Bates, Insolência Pública, e por aí vai. Todas essas bandas compuseram seus hits e fizeram muita gente se divertir até hoje (se você não dança quando escuta "Beirute está Morta" ou"Almirante Braz", então procure revisar seus parâmetros roqueiros).

Se para aparecer na tevê e tocar em algum programa de auditório em dia de domingo, os músicos precisam adequar seus estilos a padrões pré-estabelecidos por quem comanda os veículos de comunicação, prefiro que continuem alternativos. Umas poucas bandas (e elas sempre são as mesmas ou parecidas) representam toda a grande quantidade de bandas independentes que se movimentam pelo Brasil. É empresa difícil, essa de fazer sucesso.

Gosto muito de punk e um dia desses conversando com o Marcel, da banda do Juca Culatra, sobre música livre (por sinal eles tocaram em Porto Alegre no último Fórum Social Mundial numa tenda dedicada a discussões sobre o assunto) e num repente de pensamentos cheguei a conclusão de que se o Rock tivesse um filho, com certeza o preferido seria o punk. Explico. A origem do rock conta com as figuras da rebeldia e da resistência. O rithym and blues dos negros americanos foi marginal por muitos anos, até que concebeu o rock e o rockabilly. Portanto, se essas duas figuras forem consideradas, o punk é genuinamente o rock n’ roll por excelência. E mesmo não gostando muito de MPB, não consegui deixar de gravar uma frase do Chico Buarque: “Se punk é o lixo, a miséria e a violência, então não precisamos importá-lo da Europa, pois já somos a vanguarda do punk em todo o mundo”. Se o Pará é um dos campeões nesses quesitos citados pelo poeta, então somos a fina-flor da vanguarda roqueira no mundo.

Marcelo Papel:

Belém não é uma Recife, muito menos um novo eldorado, mas um período de transição de amadorismo, para profissional do fator “ ter uma banda”. A net tornou possível o sucesso e divulgação de trabalho, sem a necessidade de esta ligado a um grande selo. As bandas paraense já perceberam e estão inseridas nesta nova realidade de divulgação, mas sentimos hoje a necessidade de as bandas apreenderem as ser profissionais, ou possuir planejamento e organização para atender essa necessidade de um público.

Eu ainda acho prematuro dizer, que a cadeia produtiva esta funcionado. É apenas um nicho, a musica autoral ainda não formentou a idéia de profissionais bem remunerado. Entenda, também, que todos os fatores desta cadeia ainda não sofreram uma consolidação. Eu só irei acreditar, na tal cadeia produtiva, quando todos os pontos da musica paraense ganharem a remuneração correta.E transição entre o inicio de um profissionalismo; É o ponto de algumas bandas fazerem a pergunta:” Você quer ser músico?” Produra ganharem estatus de empresas de eventos; casa de show com melhor estrutura para publico e banda; Um publico consumidor do produto música paraense.

A cidade tem banda promissora: Aeroplano; Jonhy Rock Star; Vinil Laranja, The Baudelaires; StereoScope entre outras. Estão preocupada e sabem da realidade e necessidade de comunicação com o publico. É dificil vive de música, mas os canais os ventos prometem algo bom para futuro. Agora, a cena nacional mostra força. Só não podemos cair na armadilha de “artista pedreiro”, ou seja topar tudo para ter seu som divulgado e chegar aos grande fundões do Brasil. Eu acredito em fazer crescer uma cena local e nacional capaz de remunerar de forma correta cada menbro de uma cadeia produtiva. É algo positivo para banda, para produção e demais pessoas envolvidas, na música, direta ou indireta. É uma forma interessante de movimentar a economia e gera renda.

Quais são os próximos projetos?


Daniel Leite:

Apesar de termos perdido a oportunidade, nosso maior sonho é trazer o Metallica pra Belém (hehehehe). Mas pretendemos continuar do jeito que estamos, fazendo eventos aqui uma vez por mês, valorizando as bandas locais e trazer bandas de fora sempre que pudermos, o que inclusive não vai demorar para acontecer. Estamos guardando uma “meio-surpresa” sobre uma banda vencedora do último VMB 2009 da MTV que estamos trazendo para fazer uma apresentação aqui em Belém ainda nesse semestre e em breve estaremos divulgando já quando tivermos local e data marcados.

Acabei de assistir o Metallica em São Paulo, quando terminou a apresentação, o Lars (baterista), disse que a banda deve voltar para o Brasil em torno de 5 anos para um novo show, aí quem sabe o Durango95’ não os traz para tocar aqui no Mangueirão, né? (Hehehe)

Marcelo Papel:

A consolidação de nosso site: www.durango95.org Idealizamos um canal de referência de música urbana paraense. Uma idéia do Gio, que confesso, é bastante animadora. Um site com conteúdo, que além de informa sobre evento da produtora, mas também tem opinião e oferece alguma direção sobre a produção cultural da cidade.

A intenção também do Durango 95’ é esta ajudando com Megafônica, Se Rasgum e demais produtoras, em fazer a cena rock de Belém cresce e ser mais profissional. Acreditamos muito, na parceria. Temos proposta diferente em vários pontos, mas com projetos de finalidades comuns procurando somar neste cenário.

Além disso, a intenção em cria um estilo de evento do durango95’, ou seja, não apenas um show ou festa,mas com características bem marcantes,isto é “Durango95’ apresenta:” começar deste a arte do cartaz; um evento, em que o público ira contar com experiência de djs Durango95’; um lugar interessante para realizar o show; som de qualidade para banda; remunera de forma correta cada membro envolvidos na produção e execução.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

TACAKAOS CLASSIC FESTIVAL: DOMINGÃO


TACAKAOS CLASSIC APRESENTA
O Clássico do Punk / Metal Paraense:
RETALIATORY, DELINQUENTES, MITRA e BABYLOYD'S
Caverna Club (14 de abril c/ magalhães barata)
23/05 (domingão) / Início: 18:00h
Ingressos promocionais: 7,00

Nos idos dos anos 80 e 90, a cena underground paraense vivia uma espécie de uma nova fase da música pesada local. Era a época das fitas demos, dos shows vindouros no bar Celeste, Teatro Waldemar Henrique e posteriormente no Ginásio Altino Pimenta, além dos festivais que começavam à pipocar na cidade, desde os mais undergrounds, organizados pelas próprias bandas, até chegar nos maiores e com mais visibilidade, como o Variasons, e o até então excelente Rock 24 Horas. E tudo isso, diga-se de passagem, na era pré-internet.

O que pode acontecer quando quatro bandas clássicas dessa época se encontram nos dias atuais num mesmo festival? A resposta será esclarecida no dia 23 deste mês, no festival Tacakaos Classic com os shows do Retaliatory (Thrash Metal), Delinquentes (Hardcore), Mitra (Heavy Metal) e Babyloyds (Punk-Rock). Cada banda com seu estilo e sua própria história que já daria cada qual um bom capítulo em um livro sobre o Rock pesado Paraense. E o que é melhor: Todas elas encontrando-se atualmente em plena atividade, com shows e trabalhos atuais.

O Retaliatory iniciou suas atividades em 1990 com a proposta de tocar Thrash Death Metal. Dentre os inúmeros shows importantes, destaca-se a do festival Forcaos (Fortaleza – CE), onde a banda foi ovacionada pelos bangers nordestinos presentes. Em 2006, Gledson Moita (vc), Hugo Bucho Fight (bx), Spetto Alfaia (gt) e Wagner Nugoli (bt), lançam seu CD Debut, “Retaliatory Attack”. A banda atualmente segue com seus shows, sendo sempre aclamado pelo público, principalmente pela forte presença do carismático vocalista Moita, como no último Rock Solidário, onde o mesmo foi “carregado” no final pelos fãs.

A Delinquentes, que completa 25 anos de existência no 2º semestre, voltou recentemente de shows fora do estado, onde tocou em Macapá (AP), São Luís (MA) e Taguatinga (DF). A banda tem como característica maior seu Hardcore Crossover e seu show enérgico, constatado no último Festival Se Rasgum, onde levou o grande público presente ao estado de cartase coletiva. Jayme Katarro (berro), Pedrinho (gt), Pablo Cavalcante (bx e vc) e Raphael Lima (bt e vc), prometem tocar os clássicos (geralmente com os refrãos cantados em uníssono pelo público) e também o repertório do último CD, “Indiocídio”.

A Mitra é uma das bandas de heavy metal paraense mais antigas em atividade de Belém. Desde o início da década de 90, quando tinha o nome de Dash, até se tornar o conceituado Mitra, ela já tocou em uma série de festivais de rock e de metal importantes como o Dinossauros Rock Festival, o Rock 6 Horas e o Amazônia Rock Festival, já tendo feito shows de abertura para bandas consagradas do Metal nacional como Angra e Shaaman. Com mais de quinze anos de banda, ela é hoje formada por Eduardo (vc e bx), Sandro (gt e vc), Joelcio (gt e teclados) e Flávio Campos (bt e vc).

A veterana banda Baby Loyds nasceu em 1988, num sítio chamado República dos Camarões, no bairro do Marco, onde ensaiavam as extintas bandas punks Desesperados e Ovo Goro. A banda possui três trabalhos lançados por selos paraenses e nordestinos, já tendo participado de diversos eventos no norte e nordeste do país. O power trio formado por Gerson Costa (gt e vc), Moriel Prado (bx) e Augusto Jas (bt), com suas mais de 40 músicas autorais, tocam um Punk-Rock que é conhecido por não deixar ninguém parado em seus shows, colocando todos na roda do pogo (dança Punk), literalmente.

O festival vem mais uma vez quebrar o tabu da intolerância e o radicalismo que hoje ainda existe entre os estilos distintos, pois a despeito de todas as dificuldades encontradas naquela época, existia um trunfo a favor desse incipiente circuito: A união entre as tribos, pois não raro haviam shows de bandas dos mais variados segmentos tocando juntas, e o público todo compartilhava o conjunto da obra.

Portanto, mais que um simples show, trata-se de uma celebração. Um brinde aos clássicos bons tempos.

Serviço:
Tacakaos Classic
Com: Retaliatory, Delinquentes, Mitra e Babyloyds.
Caverna Club (14 de abril com Magalhães Barata)
Dia 23/05 (domingo)
Início: 19 horas
Ingressos: R$ 7,00

PARAENSES DA BANDA HOPE COMEÇAM A CONQUISTAR SÃO PAULO

quarta-feira, 19 de maio de 2010

ENTREVISTA ESPECIAL: YURI PINHEIRO (TELAVIV)


Yuri Pinheiro é um exímio guitarrista paraense e faz parte de uma das bandas de Thrash/Death Metal mais impressionantes do Brasil, Telaviv. Agora, ele conta toda a sua trajetória dele e da banda nessa entrevista exclusiva. Além dele, Bruno Souza (voz), Wágner Nugoli (bateria), Vinícius "Gordo" (guitarra) e João Felipe (baixo) também são músicos da Telaviv.

Para conhecer a banda Telaviv:

#Twitter#
http://www.twitter.com/telavivmetal

#Myspace#
http://www.myspace.com/telavivmetal

#Fotolog# http://www.fotolog.com/metaltelaviv

#Colaboradores#
http://www.metalmilitia.com.br

Como e quando você começou a se interessar por música? Sobretudo Heavy Metal?
Comecei na música por influência da minha família. Meu pai já tocou violão, bateria, sax e tenho uma tia cantora. O interesse veio por volta dos 12 anos, mas só com uns 14 que vieram os primeiros sons mais "heavy" (hehehehe... )

Quais foram as tuas primeiras experiências tocando em bandas?
Minhas primeiras experiências foram com bandas covers de sons variados dentro do rock n' roll mais "pop". Antes de começar a tocar som autoral (Metal), passei um bom tempo tocando só cover.

A banda Telaviv já está sendo considerada como promissora no mercado local. Quais são as perspectivas para o mercado paraense, nacional e gringo?
No momento estamos em fase de pré produção do nosso primeiro álbum ainda sem título contendo 10 faixas. Algumas inéditas e outras já conhecidas pelo público, mas com roupagens novas. Pretendemos fazer um show de lançamento aqui na cidade, trabalhar um pouco o cd daqui mesmo pra mais tarde nos mudarmos pra São Paulo. Dé lá que vamos tentar fazer a banda acontecer e quem sabe até conquistar voos mais altos como tocar fora do país.

Banda Telaviv - por Alexandre Nogueira

Qual é a sua opinião sobre a cena da música independente daqui e do Brasil?
A cena de Belém e do País são muito completas. Tem todo o tipo de música pra todos os gostos. Isso é o mais importante. Música boa, de qualidade e bem feita é o que não falta. As bandas estão buscando cada vez mais qualidade e profissionalismo em seus trabalhos. Não perdem em nada paras as "grandes".

segunda-feira, 17 de maio de 2010

TACAKAOS CLASSIC FESTIVAL: DELINQUENTES, BABYLOYDS, MITRA E RETALIATORY


TACAKAOS CLASSIC APRESENTA
O Clássico do Punk / Metal Paraense:
RETALIATORY, DELINQUENTES, MITRA e BABYLOYD'S
Caverna Club (14 de abril c/ magalhães barata)
23/05 (domingão) / Início: 18:00h
Ingressos promocionais: 7,00

Nos idos dos anos 80 e 90, a cena underground paraense vivia uma espécie de uma nova fase da música pesada local. Era a época das fitas demos, dos shows vindouros no bar Celeste, Teatro Waldemar Henrique e posteriormente no Ginásio Altino Pimenta, além dos festivais que começavam à pipocar na cidade, desde os mais undergrounds, organizados pelas próprias bandas, até chegar nos maiores e com mais visibilidade, como o Variasons, e o até então excelente Rock 24 Horas. E tudo isso, diga-se de passagem, na era pré-internet.

O que pode acontecer quando quatro bandas clássicas dessa época se encontram nos dias atuais num mesmo festival? A resposta será esclarecida no dia 23 deste mês, no festival Tacakaos Classic com os shows do Retaliatory (Thrash Metal), Delinquentes (Hardcore), Mitra (Heavy Metal) e Babyloyds (Punk-Rock). Cada banda com seu estilo e sua própria história que já daria cada qual um bom capítulo em um livro sobre o Rock pesado Paraense. E o que é melhor: Todas elas encontrando-se atualmente em plena atividade, com shows e trabalhos atuais.

O Retaliatory iniciou suas atividades em 1990 com a proposta de tocar Thrash Death Metal. Dentre os inúmeros shows importantes, destaca-se a do festival Forcaos (Fortaleza – CE), onde a banda foi ovacionada pelos bangers nordestinos presentes. Em 2006, Gledson Moita (vc), Hugo Bucho Fight (bx), Spetto Alfaia (gt) e Wagner Nugoli (bt), lançam seu CD Debut, “Retaliatory Attack”. A banda atualmente segue com seus shows, sendo sempre aclamado pelo público, principalmente pela forte presença do carismático vocalista Moita, como no último Rock Solidário, onde o mesmo foi “carregado” no final pelos fãs.

A Delinquentes, que completa 25 anos de existência no 2º semestre, voltou recentemente de shows fora do estado, onde tocou em Macapá (AP), São Luís (MA) e Taguatinga (DF). A banda tem como característica maior seu Hardcore Crossover e seu show enérgico, constatado no último Festival Se Rasgum, onde levou o grande público presente ao estado de cartase coletiva. Jayme Katarro (berro), Pedrinho (gt), Pablo Cavalcante (bx e vc) e Raphael Lima (bt e vc), prometem tocar os clássicos (geralmente com os refrãos cantados em uníssono pelo público) e também o repertório do último CD, “Indiocídio”.

A Mitra é uma das bandas de heavy metal paraense mais antigas em atividade de Belém. Desde o início da década de 90, quando tinha o nome de Dash, até se tornar o conceituado Mitra, ela já tocou em uma série de festivais de rock e de metal importantes como o Dinossauros Rock Festival, o Rock 6 Horas e o Amazônia Rock Festival, já tendo feito shows de abertura para bandas consagradas do Metal nacional como Angra e Shaaman. Com mais de quinze anos de banda, ela é hoje formada por Eduardo (vc e bx), Sandro (gt e vc), Joelcio (gt e teclados) e Flávio Campos (bt e vc).

A veterana banda Baby Loyds nasceu em 1988, num sítio chamado República dos Camarões, no bairro do Marco, onde ensaiavam as extintas bandas punks Desesperados e Ovo Goro. A banda possui três trabalhos lançados por selos paraenses e nordestinos, já tendo participado de diversos eventos no norte e nordeste do país. O power trio formado por Gerson Costa (gt e vc), Moriel Prado (bx) e Augusto Jas (bt), com suas mais de 40 músicas autorais, tocam um Punk-Rock que é conhecido por não deixar ninguém parado em seus shows, colocando todos na roda do pogo (dança Punk), literalmente.

O festival vem mais uma vez quebrar o tabu da intolerância e o radicalismo que hoje ainda existe entre os estilos distintos, pois a despeito de todas as dificuldades encontradas naquela época, existia um trunfo a favor desse incipiente circuito: A união entre as tribos, pois não raro haviam shows de bandas dos mais variados segmentos tocando juntas, e o público todo compartilhava o conjunto da obra.

Portanto, mais que um simples show, trata-se de uma celebração. Um brinde aos clássicos bons tempos.

Serviço:
Tacakaos Classic
Com: Retaliatory, Delinquentes, Mitra e Babyloyds.
Caverna Club (14 de abril com Magalhães Barata)
Dia 23/05 (domingo)
Início: 19 horas
Ingressos: R$ 7,00

domingo, 9 de maio de 2010

ENTREVISTA ESPECIAL: GABRIEL THOMAZ - SE RASGUM APRESENTA: AUTORAMAS DESPLUGADO

Uma das mais importantes do Rock Brasileiro da atualidade, Autoramas, vai se apresentar no Espaço Cultural Cidade Velha (Belém-PA, localizado nas proximidades da praça do Carmo), no próximo sábado (15), a festa ainda vai contar com os DJs das grandes produtoras Se Rasgum, Durango 95 e Pogobol. A banda de abertura será a Eletrola, que tanto história no Rock Paraense. A realização desse grande evento é da competentíssima Se Rasgum.
Mas para explicar sobre o novo CD dos Autoramas, "Desplugado MTV", o vocalista e guitarrista, Gabriel Thomaz revela sobre as participações nesse disco e sobre os novos projetos da banda. Além dele, os outros Autoramas são: Flávia Curi (baixista) e Bacalhau (baterista).

Como surgiu a ideia de gravar o CD "Autoramas Desplugado"? Como está sendo a repercussão do CD?
Estávamos com vontade de mostrar um lado do Autoramas que não dávamos prioridade, o das letras e melodias, ou seja, as canções. Fizemos uma seleção do nosso repertório de músicas nossas que sempre gostamos, mas não estavam presentes no repertório dos shows, músicas inéditas, outras que compus; mas nunca tinha gravado, e chegamos ao repertório do DVD. A repercussão está sendo ótima, estamos fazendo muitos shows, a música já entrou no Top 100 das mais tocadas nas rádios brasileiras, coisa que nunca tinha acontecido com a gente. E agora todo mundo fala que a gente está tocando bem melhor e cantando também. Agora dá pra perceber essas coisas além da barulheira.

O CD "Desplugado" está repleto de participações, como Frejat, Érika Martins, Big Gilson entre outros. Como ocorreram esses momentos especiais?
As participações foram muito importantes para o projeto, a coincidência é que todos eles moram no Rio, o que pra gente ficou uma sensação de turma, foi muito legal. Érika Martins cantou com a gente uma música que ela fez junto comigo, "Música de Amor", Frejat fez "Sonhador" com a gente, ele é um cara muito legal, uma pessoa muito consciente de tudo que acontece no Rock nesse País, um cara muito gente fina. Big Gilson gravou uma guitarra slide em "A 300 Km/H", ficou ao seu melhor estilo blues tropical. Tivemos também a maravilhosa e misteriosa Jane Deluc tocando castanholas em Hotel Cervantes, e nosso maestro multiinstrumentista Humberto Barros tocou piano e acordeão.

A banda Autoramas tem um público grande aqui em Belém. Fale sobre a sua relação com os fãs daqui? E também a banda já contou com a participação da Eletrola, no primeiro show da banda Autoramas aqui, como é a expectativa de tocar de novo com essa grande banda paraense?
Esse show na verdade foi o nosso segundo em Belém. Nosso primeiro show foi no ano de 2001, num Halloween de uma escola de inglês. O Camillo, do Eletrola, estava lá, foi o dia que o conheci. Acho a banda muito legal, eu os convidei para tocar no Festival que eu organizava, o Ruído, aqui no Rio. A escalação foi sensacional: além do Eletrola e Autoramas teve também o Cansei de Ser Sexy e os uruguais geniais do Supersónicos. Mas a banda acabou, né? Gosto muito do Turbo também. Belém é uma cidade onde sempre me sinto muito bem, pra mim é muito familiar, a família do meu pai é toda do Norte do Brasil, me sinto em casa total. Sempre me divirto muito aí, é uma beleza!

Quais outras bandas paraenses você pode destacar?
Vixe maria, um montão! Li alguma coisa outro dia sobre o Suzana Flag estar lançando coisa nova, quero ouvir, sou fã. Teve show do Aldo Sena aqui no Rio um dia desses, levei meus vinis pra ele autografar, ele quase esfregou os zóio, sem acreditar.
Quais são os próximos projetos da banda Autoramas?
São muitos, bicho. É sempre assim. Às vezes a gente consegue realizá-los, às vezes tem que esperar a hora certa. Estamos indo pra Europa de novo agora, show no Festival Europeu mais legal que tem, em Barcelona, o negócio está andando legal por lá. Tem um monte de outras coisas marcadas em outros lugares do mundo, vou falando aos poucos. E, sempre, muitos shows e muitas viagens, é o que a gente mais gosta, nosso trabalho é puro prazer.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Segunda Edição do Fabrikaos Festival 2010


A verdadeira confraternização do rock paraense. Assim pode ser definida a primeira edição de 2010 do festival Fabrikaos, idealizado por Jayme Catarro (vocalista da banda Delinquentes). Dessa vez, a segunda vez, vai manter a mesma qualidade e acontecerá nos dias 07 e 08 no Caverna Club, a partir das 22h.
Se na primeira edição, quem esteve presente, pôde presenciar apresentações inacreditáveis como Letrac, Navalha, Babyloyds, Delinquentes, Telaviv, Tenebrys etc. Agora, o nível será elevado com os shows das bandas consagradas da cena local, entre elas Norman Bates, Coisa de Ninguém, Johny RockStar e Rennegados; junto e dividindo o palco com bandas que já estão consideradas como um bom sopro de renovação: Núcleo Base, Nêgo Bode e Hebe e os Amargos.
As edições do Fabrikaos estão servindo como um eficiente termômetro da cena roqueira da cidade das mangueiras. Mostrando que as bandas daqui estão prontas para enfrentar o mercado nacional, sem dever nada para nenhuma outra.
Serviço:
Segunda edição de 2010 do festival Fabrikaos. Nos dias 07 e 08, no Caverna Club (14 de abril com Magalhães Barata), a partir das 22h. R$ 10.
Conheça as bandas que vão se apresentar no Fabrikaos:


domingo, 2 de maio de 2010

10 ANOS DE GARAGEM 32 - É HOJE A COMEMORAÇÃO


Para comemorar em grande estilo os 10 anos da banda Garagem 32 havia a necessidade de se fazer um especial. E para isso foram convocadas as bandas Projeto Secreto Macacos, Metáfora, Vitrola e a festa ainda vai contar com o DJ Daniel Leite (Durango 95).
TÁ A FIM DE IR? Passa lá no Memorial dos Povos hoje, a partir das 15 horas. Ingressos à R$ 10.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

DURANGO'95 APRESENTA: PINKY FLOYD PROJECT E LIVE EVIL


DURANGO'95 APRESENTA: PINKY FLOYD PROJECT E LIVE EVIL
Nas décadas de 60 e 70 tivemos uma das melhores (se não 'a' melhor) fases do rock’n roll. Naquele clima de paz e amor e rebeldia o rock fazia mais sentido, se hoje há quem veja o rock simplesmente como barulho, é porque não conhece o valor que ele tem. E quem é roqueiro de verdade, hoje em dia anda se sentindo um pouco abandonado.Por isso a produtora Durango95’, no dia 01 de Maio de 2010, vai reviver um pouco dessa fase, acordar os roqueiros que estão adormecidos por aí, e lembrar para eles o que é o verdadeiro rock’n’roll! Para executar tal missão com êxito convocamos duas bandas cover de Belém: Pink Floyd Project e Live Evil – Black Sabbath cover.
A banda Pink Floyd Project, já é de casa, volta a fazer parceria com a
Durango’95 depois de dois shows incríveis, e com certeza dessa vez não será diferente. Com um setlist mais do que especial, com direito a álbuns completos como: Dark Side of The Moon e Animals, e alguns brindes para os seus sempre fiéis fãs, temos certeza que será mais um show para ficar na memória!Porém, dessa vez, quem finaliza a noite, e sobe ao palco pela primeira vez com a Durango95’ é o Live Evil, o cover de outra clássica banda britânica de rock, consagrada pelo hard rock e heavy metal clássico: Black Sabbath.
Para realizar esse grande encontro, voltamos ao anfiteatro do “Memorial dos Povos”, para mais um grande evento! Prepare seu espírito, sua guitarra imaginária, e se prepare para acordar o roqueiro em você! Porque celebrar o rock nunca é demais!
Serviço:
Data: 01 de Maio
Local: Memorial dos Povos – Av. Governador José Malcher, n 257, Bairro Nazaré.
Horário: a partir das 17 horas!
Ingressos antecipados R$ 10 - Loja Na Figueredo (Av. Gentil Bittencourt, 449) e no dia do show R$ 15 no local.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

CONCERTO ALTERNATIVO



Local: Casa de show Degraus
End: rua Pe. Julio Maria (Em frente Pça da Matriz - ICOARACI)
Data: 30/04/2010.
Início: a partir das 17:00h
Ingresso: $3,00 + 1 Kg de alimento não perecível.
Obs: Sal não será aceito.

terça-feira, 27 de abril de 2010

ENTREVISTA ESPECIAL - GLÁFIRA LOBO (ÁLIBI DE ORFEU)

A banda Álibi de Orfeu lançará nessa quarta-feira (28), às 20h, no teatro Margarida Schivasapa (Centur), um dos CDs mais esperados e mais bem produzidos do Rock Paraense ("Só Veneno").
Para falar sobre esse show, que já pode ser considerado como um marco do rock local e também do futuro da banda, a vocalista Gláfira Lobo conta tudo e um pouco mais, nessa entrevista exclusiva. Além dela, a banda é formada por Rui Paiva (bateria), Sidney KC (baixo), PC Lima (guitarra) e Paulinho Gui (guitarra). Mais informações sobre a banda Álibi de Orfeu: http://www.alibideorfeu.com/

O CD "Só Veneno" foi produzido pelo grande guitarrista Edgar Scandurra e também contou com a participação de outro mestre do instrumento, Roberto Frejat. Como foi contar com essas participações tão especiais? E como ocorreram as composições do CD?
Quando eu entrei na banda algumas coisa já tinha sido feitas. Já estavam prontas umas quatro músicas. As letras são parcerias. Vamos colocando nossos sentimentos, cada um de seu jeito e depois damos o acabamento final para encaixar na melodias. Às vezes, temos que tirar coisa para caber na métrica e outras vezes colocar também. Por exemplo, estava arrumando o quarto outro dia e achei a letra original de um poema meu e vi que dele só ficou o refrão.
Em relação as participações, foi tudo muito especial. O Edgard foi massa com a gente. Ele veio pra Belém e ficou trancado quatro dias no estúdio APCI. Mexeu em algumas coisas, mas no todo gostou muito do trabalho que já tinha sido feito. O mas bacana disso é que quando, ele me ouviu cantar a música "Nossa Torre de Babel", ele disse quero gravar essa. Ele levantou da cadeira e mandou bala. Gravou os backings e o solo de guitarra, na hora. E foi como ficou no disco.
Já com o Frejat foi diferente. Ele não pôde vir a Belém, daí mandamos o material, e ele gravou lá no Rio de Janeiro. Falamos com ele por e-mail, só Rui conhece ele.

Como está sendo a reação do público com o CD?

O CD está muito bonito, arte gráfica muito bem feita e elaborada pelo Ná Figueredo, com arte do Mauro Pucci. Isso causa impacto para quem vê o encarte. Mas o mais importante, é que o retorno está sendo melhor com relação ao áudio. As pessoas sempre, em todos os momentos só fazem elogios.

Agora a banda tem dois guitarristas. Como está funcionando essa nova formação?
As músicas foram feitas para ter duas guitarras, no entanto estavamos só com uma mesmo. Agora com duas o som ficou mais pesado.


Sobre o show de lançamento do CD; o que podemos esperar? E em relação ao cenário?

SURPRESA. Nossa, estou muito feliz com o show. Vamos mostrar oficialmente para o mundo nosso fililho. O cenário é do Carlos Vera Cruz, que tem talento inquestionável. Por aí você tira que vai ser visualmente lindo. Vamos gravar todo o show em áudio e vídeo, para projetos posteriores. E também, vamos contar com a participação especial da Orquestra Juvenil de Violoncelista da Amazônia, que vai tocar uma música nossa.

E depois do lançamento, quais serão os próximos passos da banda?
Nossa meta é continuar divulgando o disco. Vamos fazer ums série de shows. A Orquestra foi convidada para uma apresentação na China e nos estendeu o convite. Vamos fazer Beijim, Taiwan, Hon Kong e depois vamos pra Londres tocar lá também. Estamos trabalahndo numa turnê pelo Pará. Recebemos convite para tocar em Santarém, Marabá e Soure. Mas isso deve ser no segundo semestre assim que voltarmos da China.

Deixe um recado para os fãs da banda:
A hora é essa. Esperamos tanto tempo pra esse filho nascer, que agora estamos trabalhando duro para apresentá-lo a vocês. E vocês vão gostar. Eu garanto.




domingo, 25 de abril de 2010

ÁLIBI DE ORFEU - "SÓ VENENO" - GRANDE LANÇAMENTO DO ROCK PARAENSE


www.alibideorfeu.com

O disco “Só Veneno” será lançado, no dia 28 (quarta-feira) em show no Teatro Margarida Schivasappa, com um super cenário construído especialmente para o show. Terá como participação especial a Orquestra Juvenil de Violoncelo da Amazônia (OJVA), que conta com 20 violoncellistas em idade entre 12 a 16 anos. Essa parceria com o projeto do professor da UFPA, Áureo de Freitas, promete ser duradora. A agenda de show para o lançamento do CD é grande.

O álbum conta com 12 faixas que falam de amores não correspondidos à indignação com a situação do país e vai das baladas ao rock pesado. O novo trabalho conta com participações especiais de peso no cenário nacional como Edgar Scandurra (que também assina a produção do cd) em 'Nossa torre de Babel' e Roberto Frejat na faixa título.

Show de lançamento do disco Só Veneno da banda Álibi de Orfeu.
Teatro Margarida Schivasappa
Dia 28 de abril de 2010
As 20:00 horas
Ingresso: R$ 10,00 (meia estudante)
Participação especial da Orquestra Juvenil de Violoncelistas da Amazônia.

AGENDA - ÁLIBI DE ORFEU

Maio:
Dia 28 ou 89 – Show no FEST MUSIC no Cidade Folia.

Junho:
(Data a confirmar) Teatro da Paz – Divulgação Junto com
a OJVA.

Julho:
Dia 25 Europa – Inglaterra – Divulgação junto com a OJVA

Agosto:
Ásia – China/Taiwan - Divulgação junto com a OJVA

sábado, 24 de abril de 2010

ROCK SOLIDÁRIO É HOJE - IMPERDÍVEL


Pelo quinto ano consecutivo, o Rock Solidário leva ao palco grandes nomes do rock paraense. Este ano, a festa promete bater o recorde de público, pois as bandas confirmadas são as de maior renome dentre as que já participaram: Anjos de Salém, Álibe de Orfeu, Corsário, Soledad e Retaliatory.

A festa que mistura rock e solidariedade vai acontecer HOJE, a partir das 18h, no Memorial dos Povos. A entrada é apenas 2 kg de alimento não-perecível e o evento pretende arrecadar de 3 a 5 mil kg de alimentos e ainda trabalhar com a juventude questões de cidadania.

O Rock Solidário é um evento integrante do grande movimento chamado Dia Global do Voluntariado Jovem, onde milhões de voluntários em todo o mundo com cabeças que pensam e atitudes que movem, geram mudanças positivas, somando esforços e promovendo transformações nas comunidades.

Esse é o espírito do Dia do Voluntariado que tem como meta celebrar a cidadania e a solidariedade, oportunizando um papel ativo na solução de problemas concretos da comunidade. Desde 2003, a ong Natal Voluntários atua como Agência Nacional de Coordenação do Dia Global do Voluntariado Jovem no Brasil, tendo sido selecionada pelos organizadores mundiais Youth Service America (YSA) e Global Youth Action Network (GYAN).

As bandas que integram todas as edições do Rock Solidário, além de abrirem mão de seus cachês, estão muito animadas com a possibilidade de alcançarem um grande público e, por conseguinte, uma grande arrecadação de alimentos para os necessitados. Os eventos do Dia Global têm como objetivo trabalhar em pelo menos uma das oito metas estabelecidas pela ONU para o milênio.

Uma delas é o foco do Rock Solidário, “acabar com a fome e a miséria”. O objetivo primeiro do projeto é a arrecadação de gêneros alimentícios não-perecíveis em grande quantidade. Estes gêneros serão destinados para ajudar comunidades carentes do bairro Val-de-Cans, Carmelândia e Cabanagem, em Belém.

Em segundo plano, há também a intenção de fazer uma maior conscientização dos jovens que frequentam estes ambientes de shows, levando-os a um maior comprometimento com a realidade social daqueles que menos favorecidos que moram em nossa cidade.

O Rock Solidário é realizado desde 2006 pela Missão Salvar Vidas, uma entidade sem fins lucrativos, de caráter assistencial, cuja sede está no município de Tucuruí, mas tem sua filial em Belém e atua desde 1987 no Pará. O projeto tem o apoio cultural da Prefeitura Municipal de Belém.

SERVIÇO:

Data: 24/04/2010

Horário: 18h00

Local: Memorial dos Povos – Belém/Pa

Ingressos: 2 quilos de alimentos não-perecíveis

Bandas: Corsário, Soledad, Álibe de Orfeu, Retaliatory e Anjos de Salém

sexta-feira, 23 de abril de 2010

É HOJE O GRANDE DIA: RETROFOGUETES E JOHNY ROCKSTAR

http://www.myspace.com/retrofoguetes

RELEASE OFICIAL

Se Rasgum apresenta: Retrofoguetes
Dia 23 de abril, no Studio Pub, a “Se Rasgum Apresenta” traz a banda baiana Retrofoguetes, com show de abertura do Johny Rockstar e discotecagem dos DJs Se Rasgum

A Se Rasgum tarda mas não falha. E quando anuncia já é cheia de novidades. Dia 23 de abril, a surf music misturada com guitarra baiana, bolero e rock ‘n’ roll do power trio instrumental baiano dos Retrofoguetes, se apresenta pela primeira vez em Belém. Morotó Slim (guitarra), Rex (bateria) e CH (baixo) pintam em Belém para uma apresentação explosiva no que promete ser um show histórico, dentro do projeto “Se Rasgum Apresenta”. E o show de abertura fica com o rockão do Johny Rockstar, que promete o tempero complementar para uma noite inesquecível.

O Retrofoguetes é um trio baiano que faz fama por onde passa com seu som desde sua formação, em 2002. A banda já se apresentou nos principais festivais brasileiros de todas as regiões, com seu som que vai bem além da surf music, e se funde ao rockabilly (se originou da dissolução dos Dead Billies), polca e música circense e elementos de mambo, tango e música italiana. Consegue imaginar diversão maior para a noite do dia 23 de abril?

E quem vem antes vem com tudo. O Johny Rockstar é o grande responsável pelo show de abertura dos convidados baianos, e chegam com a missão de levantar o público com os sucessos joviais Vingança dos Chatos, Alcalina, Oswaldo e Johny Rockstar. Os irmãos Eliezer e Natanael Andrade junto com Elder Fernandes se apresentarão com novo baterista, Junhão (ex-Garagem 32).
NOVO LOCAL - A festa será em casa nova. A boate Studio Pub (antiga Digital Produções, na travessa Presidente Pernambuco, 277)

SERVIÇO: Se Rasgum Apresenta: Retrofoguetes- BA
Abertura: Johny Rockstar
Dia: 23 de abril, a partir das 22h
Local: Studio Pub (Presidente Pernambuco, 277)
Ingressos: 20 reais (primeiro lote), na Ná Figueredo (Gentil Bittencourt, 449)



terça-feira, 20 de abril de 2010

ENTREVISTA ESPECIAL: CH - BAIXISTA DA BANDA RETROFOGUETES

Morotó Slim, Rex e CH - RETROFOGUETES

A apresentação da banda baiana Retrofoguetes, pela primeira vez em Belém, será a grande pedida da próxima sexta-feira (23). A produção do evento é da Se Rasgum, que sempre mostra um excelente padrão de qualidade. Para abrir essa festa de Rock'n'Roll, a aclamada representante paraense Johnny RockStar começará os trabalhos. Isso tudo acontecerá no Studio Pub, que fica na travessa Presidente Pernambuco, 277, a partir das 22h.

Mas para falar sobre esse show, que com certeza será memorável, o baixista CH (Retrofoguetes) concedeu uma entrevista para o blog Rock Pará, na qual conta vários detalhes sobre a banda e também sobre a expectativa de se apresentar em Belém. Além dele, Rex (bateria) e Morotó Slim (guitarra) fazem parte dos Retrofoguetes. www.myspace.com/retrofoguetes

capa do segundo CD "Cha, cha, chá"


A expectativa está maior para se apresentar em Belém? Escrevo essa pergunta porque o público daqui está sedento pelo show da banda.
A expectativa é grande, está rolando um respaldo do público paraense muito forte, recebemos comentários diários de pessoas que querem ir ao show, que estão ansiosas pela nossa apresentação. Vamos caprichar para correspordermos à altura. Estamos muito contentes com a receptividade de vocês.


CH

Como está sendo a repercussão do CD "Cha, cha, cha"?
Chachachá é um marco pra gente. A primeira coisa que fizemos foi criar uma independência para termos mais autonomia, saímos do selo em que estávamos e criamos nosso próprio selo (Indústrias Karzov) e passamos a gerenciar todas as etapas da nossa produção, permitindo que pudéssemos estabelecer os nossos prazos. Desde o seu lançamento nacional, em abril do ano passado no festival Abril Pro Rock, esse disco tem quebrado inúmeras barreiras e levado a nossa música para locais que jamais imaginamos. O lançamento em Salvador foi no Teatro Castro Alves, o maior da Améria Latina, num feito inédito até então, pois nenhuma banda de rock baiana jamais tinha lançado disco ali, não se tem registro anterior disto. Depois circulamos o país com a turnê do Chachachá. Mas a primeira grande novidade antes desses shows foi quando lançamos Maldito Mambo! como single e ganhamos o prêmio de Melhor Arranjo no Festival de Música da Educadora, um festival de prestígio no mercado profissional de Salvador. Dando seguimento a turnê recebemos o prêmio de Melhor Show no festival PIB - Produto Instrumental Bruto, depois fomos indicados ao VMB na categoria Melhor Instrumental, e no final do ano vieram as listas de melhores de 2009. Entramos no ranking dos 25 Melhores Discos Nacionais de 2009 da revista Rolling Stone, entramos no Top 100 da Laboratório Pop, Chachachá foi considerado o Melhor Disco Nacional pela Rock Press, entrou na lista do jornal A Tarde como 3º melhor lançamento de 2009, ainda saiu em uma série de listas de melhores em blogs e sites. E continua repercutindo muito bem.


O que você conhece da música daqui, e sobretudo, do rock paraense?
Do Pará ouvimos coisas que fazem parte do universo rock e não rock também, entre elas La Pupuña, Madame Saatan, Suzana Flag, Johny Rockstar, Pio Lobato, Mestre Vieira.

CH em ação

O que você poderia destacar do pop e do rock baiano?
Tem muitos trabalhos bacanas na cena local. Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta, Vendo 147, Enio e a Maloca, Cascadura, Maglore, Paulinho Oliveira, Teclas Pretas, Bestiário, Orkestra Rumpilezz, Dois em Um, Subaquático, Baiana System, são muitos...

Capa do primeiro CD "Ativar"

Qual é a opinião de vocês sobre o cenário atual da música independente do Brasil?
Os músicos, produtores, jornalistas e demais agentes dessa cadeia, têm se mobilizado de forma contundente para criar e gerenciar novas políticas culturais em nosso país. Muitos músicos têm aprendido a trabalhar de forma auto-sustentável, conduzindo a própria carreira. Muitas bandas têm apresentado seu próprio modelo de trabalho e servido de exemplo para quem quer enveredar por esse mercado. Há uma profissionalização da cadeia, hoje acontecem seminários de formação em todas as áreas que lidam diretamente com a música, desde cursos para roadie, diretor de palco, produção, negócios da música. Estamos fomentando isso. E agora existe a coisa do foco nos mercados de nicho e as bandas estão mais ligadas em fazer música livre das exigências comerciais, antes impostas pelas gravadoras.
Estamos seguindo um bom caminho, pode melhorar muito ainda, mas estamos bem.



Quais são as expectativas e os projetos para 2010?
Daremos continuidade aos shows do álbum Chachachá, estamos tentando articular uma turnê fora do país, queremos fortalecer ainda mais nossa estrutura de equipe, criar novas parcerias e oportunidades pra banda, levar nossa música a lugares onde ela ainda não esteve e compor e gravar um novo material, aliás, já começamos a compor novas músicas, vem coisa boa por aí. E voltar mais vezes a Belém!!!