quinta-feira, 3 de setembro de 2009

ENTREVISTA ESPECIAL: DIRETO DE BRASÍLIA: CARLOS PINDUCA




Carlos Pinduca foi guitarrista da primeira formação da banda Maskavo Roots e também da clássica Prot(o). Atualmente, ele escreve e edita um dos blogs mais legais sobre música: http://pinducasblog.blogspot.com/. Conheça o que pensa o jornalista e guitarrista sobre a cena independente e sobre o rock paraense. "Já assisti a shows aqui em Brasília de Eletrola, Suzana Flag, La Pupuña e Stereoscope, todos bem legais. Ouço falar bastante do Madame Saatan, que só assisti por meio de clipes e participações em programas de TV. Já li sobre uma banda chamada Filhos da Empregada, também, mas, apesar de gostar do nome, nunca ouvi-los. Sei que o Camilo, ex-Eletrola, tá com “novo” projeto chamado Turbo, mas nunca ouvi também. Bem, acho que é isso o que conheço do rock paraense. Ah, e tem uma banda de metal dos anos 80, a Stress".


Como começou a tua relação com o Rock'n'Roll? sobretudo com a rádio Fluminense?

Minha relação com o rock começou muito por influência do meu irmão, dez anos mais velho que eu. Lembro de, quando criança, vê-lo ouvindo Led Zeppelin, Queen, AC/DC, etc.
Quando comecei a surfar, em 1985, tive meu próprio contato com bandas por meio dos vídeos de surf, tipo The Cure, INXS, Hoodoo Gurus, etc.
Meu contato com a Fluminense veio quando me mudei de Recife para o Rio de Janeiro, em 1988. Tinha 13 para 14 anos, acabara perder o ciclo de amigos que já havia construído na capital pernambucana, entrei no colégio mais chato que já estudei na vida e tive de enfrentar o crowd não muito amistoso dos surfistas cariocas. Enfim, desânimo total, o que me fez permanecer em casa por mais tempo do que eu desejava. O lado bom era ter a companhia da Fluminense FM.

Quais são os teus projetos atuais relacionados com o Rock?

Acho que meu principal projeto hoje é o blog (http://pinducasblog.blogspot.com/), por incrível que pareça. Depois do fim do Prot(o), resolvi dar um tempo neste lance de banda. Só continuo tocando no Clash City Rockers, que é um projeto capitaneado por Philippe Seabra (Plebe Rude), dedicado a tocar músicas do The Clash. De qualquer forma, o CCR faz pouquíssimos shows por ano.

O que você conhece do Rock Paraense?

Já assisti a shows aqui em Brasília de Eletrola, Suzana Flag, La Pupuña e Stereoscope, todos bem legais. Ouço falar bastante do Madame Saatan, que só assisti por meio de clipes e participações em programas de TV. Já li sobre uma banda chamada Filhos da Empregada, também, mas, apesar de gostar do nome, nunca ouvi-los. Sei que o Camilo, ex-Eletrola, tá com “novo” projeto chamado Turbo, mas nunca ouvi também. Bem, acho que é isso o que conheço do rock paraense. Ah, e tem uma banda de metal dos anos 80, a Stress.

Como você poderia analisar o Rock Independente Nacional atual?

Não sei se sou a pessoa mais apropriada para fazer essa análise, pois dei uma distanciada da cena. Pelo que vejo, a estrutura está se tornando cada vez mais profissional, muito por conta da ABRAFIN e do próprio crescimento dos selos e canais de divulgação. De certa maneira, o rock independente tá virando mainstream (vide Vanguart, Mallu Magalhães, Móveis Coloniais do Acaju, Macaco Bong, etc). Isso tem um lado bom, que é divulgação maior da cena, e o lado ruim, que é uma certa “perda da inocência”.
Num debate no festival El Mapa del Todos, aqui em Brasília, cheguei a expor essa impressão para o meu amigo Fabrício Nobre, presidente da ABRAFIN e vocalista do MQN, de que os festivais independentes tinham ficado todos um pouco parecidos: de médio porte e sempre com uma noite sendo fechada pela Nação Zumbi ou mundo livre e outra, fechada por uma banda mais pesada, tipo Ratos de Porão.
De qualquer forma, foi só uma crítica pontual. De forma geral, acho que as coisas estão cada vez melhores.

1 comentários:

Missionário José disse...

Grande Pinduca, sempre dizendo o que se precisa ouvir!